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Prévia da inflação acumula alta de 7,90% em 12 meses, a maior taxa desde maio de 2005

IPCA-15 subiu 1,24% em março, puxado pelo aumento dos preços de energia elétrica, combustíveis e alimentos

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

20 de março de 2015 | 09h03

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 1,24% em março, após subir 1,33% em fevereiro. Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula alta de 3,50% no ano e avanço de 7,90% em 12 meses até março, acima do teto de tolerância do governo, de 6,5%. O índice acumulado em 12 meses foi o maior desde maio de 2005, quando teve alta 8,19%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação foi puxada pelo aumento dos preços de energia elétrica, combustíveis e alimentos. Juntos, esses custos foram responsáveis por 77,42% do índice do mês, o equivalente a uma contribuição de 0,96 ponto porcentual para a taxa de 1,24% do IPCA-15 no mês.

A energia elétrica aumentou 10,91% em março, o maior impacto individual no IPCA-15, com contribuição de 0,35 ponto porcentual. A elevação nas contas de luz refletiu reajustes que passaram a vigorar a partir do dia 2 de março. Houve avanço tanto na bandeira tarifária vigente, a vermelha, que aumentou 83,33% ao passar de R$ 3,00 para R$ 5,50, quanto nas tarifas, tendo em vista a aplicação de reajustes extraordinários, apontou o IBGE.

Já os combustíveis ficaram 6,25% mais caros, uma contribuição de 0,31 ponto porcentual para a inflação. Apenas a gasolina subiu 6,68%, com contribuição de 0,26 ponto porcentual para o IPCA-15. Os aumentos no litro da gasolina variaram de 4,41% em Goiânia até 9,22% no Recife, como consequência do repasse às bombas da elevação das alíquotas do PIS/Cofins autorizada a partir de fevereiro. O aumento de impostos incidiu também sobre o óleo diesel, que ficou 4,05% mais caro no IPCA-15 de março. O preço do etanol também avançou no período, 5,32%. 

Quanto aos alimentos, a alta de 1,22% nos preços resultou em uma contribuição de 0,30 ponto porcentual para a inflação. Vários produtos importantes no orçamento das famílias registraram aumentos, como a cebola (19,07%), cenoura (18,32%), tomate (13,04%), ovos (12,01%), hortaliças (7,62%) e feijão-carioca (4,17%). 

O resultado de março ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, que esperavam inflação entre 1% e 1,5%, e em linha com a mediana de 1,24%.

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