Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Prévia da inflação de janeiro é a menor para o mês desde 1994, diz IBGE

IPCA-15 registrou alta de 0,31% em janeiro; a gasolina foi o item de maior impacto (0,10 pp), devido ao reajuste dos combustíveis autorizado pela Petrobrás

Daniela Amorim, Broadcast

19 de janeiro de 2017 | 09h18

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,31% em janeiro, após subir 0,19% em dezembro. O resultado foi o menor para este mês desde 1994, quando foi criado o Plano Real, informou nesta quinta-feira, 19, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro de 2016, a inflação medida pelo IPCA-15 tinha sido de 0,92%.

Como resultado, o IPCA-15 acumulado em 12 meses diminuiu de 6,58% em dezembro para 5,94% em janeiro - a menor taxa desde março de 2014, quando estava em 5,90%. 

A gasolina ficou 2,43% mais cara em janeiro, item de maior impacto sobre a inflação medida pelo IPCA-15, segundo o IBGE. O combustível deu uma contribuição de 0,10 ponto porcentual para a taxa de 0,31% registrada pelo IPCA-15 do mês.

O aumento refletiu o impacto nas bombas do reajuste de 8,1% autorizado pela Petrobrás nas refinarias desde 6 de dezembro. As regiões que registraram mais elevação nos preços da gasolina foram Goiânia (4,60%), Brasília (4,32%) e Fortaleza (4,22%).

As despesas com Transportes passaram de 0,79% em dezembro para 0,71% em janeiro. Apesar da ligeira desaceleração, o grupo ainda foi responsável pela maior contribuição sobre a inflação deste mês, 0,13 ponto porcentual.

Alimentos. As despesas das famílias com alimentação aumentaram 0,28% em janeiro. Os preços vinham registrando recuo por quatro meses consecutivos: setembro (-0,01%), outubro (-0,25%), novembro (-0,06%) e dezembro (-0,18%).

Houve pressão dos alimentos consumidos em casa, que subiram 0,21% em janeiro, após uma redução de 0,45% em dezembro. Segundo o IBGE, os aumentos não foram generalizados, mas atingiram itens importantes e de forma significativa, como óleo de soja (8,04%), farinha de mandioca (4,53%), ovos (3,10%) e frutas (2,38%). 

Outros produtos que vinham ficando mais baratos diminuíram o ritmo de queda nos preços, como a batata-inglesa (de -15,78% em dezembro para -10,85% em janeiro), feijão carioca (de -17,24% para -13,74%) e leite longa vida (de -5,40% para -1,96%).

O grupo Alimentação e bebidas saiu de uma contribuição negativa de 0,05 ponto porcentual sobre o IPCA-15 de dezembro para uma pressão de 0,07 ponto porcentual em janeiro.

Energia elétrica e habitação. As contas de energia elétrica ficaram 2,25% mais baratas em janeiro, item de maior impacto negativo sobre o IPCA-15. A queda na tarifa foi responsável por uma contribuição de -0,08 ponto porcentual no índice.

O movimento decorre do retorno da bandeira tarifária verde a partir de 1º de dezembro. Além disso, houve redução de 5,30% nas contas de energia de Porto Alegre, devido à queda de 16,28% nas tarifas de uma das concessionárias desde 22 de novembro. 

Como resultado, o grupo Habitação saiu de recuo de 0,28% em dezembro para redução de 0,22% em janeiro. O recuo do último mês foi menos acentuado porque houve pressão de itens como artigos de limpeza (1,23%), gás de botijão (0,64%) e mão de obra para pequenos reparos (0,52%).

Em janeiro, as famílias gastaram menos não apenas com habitação, mas também com artigos de residência (-0,23%) e vestuário (-0,18%).

Despesas pessoais. O grupo Despesas Pessoais teve a maior alta, 0,76%, devido ao cigarro, que subiu 2,61% após os reajustes praticados em 1º de dezembro. Outras pressões partiram dos itens excursão (2,51%) e empregado doméstico (0,52%), que apropriou 1/12 do reajuste do novo salário mínimo nacional em todas as regiões pesquisadas, já que os salários regionais ainda não foram definidos.

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