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Prévia da inflação desacelera em junho, mas se aproxima do teto da meta em 12 meses

IPCA-15 subiu 6,41% no acumulado de 12 meses, enquanto o teto da meta do governo é de 6,50%; taxa de junho avançou 0,47%, alta menor do que a de maio

Economia & Negócios, O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2014 | 09h00

A prévia da inflação em junho apresentou desaceleração, mas ainda assim no acumulado de 12 meses o indicador veio maior. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,47% em junho e ficou 0,11 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,58%). 

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 ficou em 6,41%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (6,31%). Com isso, a taxa se aproxima do teto da meta do governo, de 6,5%. No primeiro semestre de 2014 a taxa ficou em 3,99%, acima de igual período de 2013 (3,45%). Em junho de 2013, a taxa havia sido de 0,38%.

O resultado de junho, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, que esperavam inflação entre 0,15% e 0,53%, com mediana de 0,41%. 

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial, o IPCA, porque apura a variação dos preços do dia 15 do mês anterior até o dia 15 do mês de divulgação. Já o IPCA, que será divulgado somente no começo de julho, mede a variação dos preços dos 30 dias de junho.

No segundo trimestre do ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve alta acumulada de 1,84%, acima do resultado registrado no mesmo trimestre de 2013, quando ficou em 1,36%.

Grupos. O grupo Alimentação e Bebidas registrou forte desaceleração de 0,88% em maio para 0,21% em junho. Ao lado do grupo Habitação, os alimentos foram os maiores responsáveis pela redução na taxa do IPCA-15 no período, que saiu de 0,58% para 0,47%.

Em junho, vários alimentos ficaram mais baratos, como batata-inglesa (-16,35%), farinha de mandioca (-11,67%), cenoura (-5,05%), hortaliças (-4,69%), frutas (-3,44%) e feijão-carioca (-3,37%). Como resultado, a alimentação consumida no domicílio teve deflação de 0,23% em junho. O resultado do grupo Alimentação e Bebidas só não foi menor porque a alimentação fora de casa registrou aumento de 1,06% no mês.

A variação do grupo Habitação diminuiu de 1,19% para 0,29%, puxada pelo desconto na taxa de água e esgoto na região metropolitana de São Paulo, onde a tarifa apresentou queda de 18,36%, como reflexo do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água, que bonifica com redução de 30% as contas de água e esgoto de usuários que reduzirem em 20% o consumo mensal. Com o resultado de São Paulo, a taxa de água e esgoto nacional ficou 4,02% mais barata em junho.

Ainda no grupo Habitação, reduziram o ritmo de alta itens como mão de obra para pequenos reparos (de 0,66% em maio para 0,34% em junho) e energia elétrica (de 3,76% para 1,32%).

(Com Daniela Amorim, da Agência Estado)

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