Prévia da inflação oficial acelera para 0,44% em novembro

Resultado é puxado pela alta nos preços dos alimentos e do litro do álcool; em outubro, IPCA-15 ficou em 0,18%

Agência Estado,

26 de novembro de 2009 | 09h06

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) acelerou para 0,44% em novembro, ante a taxa de 0,18% apurada em outubro, informou nesta quinta-feira, 26, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta, segundo o IBGE, foi puxada pelos alimentos, que subiram 0,39% no IPCA-15 de novembro, após uma queda de 0,25% em outubro. "O grupo Alimentação passou do terreno negativo para o positivo muito rápido", avalia o economista da Rosenberg & Associados Francis Kinder. Com o resultado de outubro, até este mês, a inflação acumulada este ano é de 3,79% e, no período de 12 meses, de 4,09%.

 

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De acordo com o IBGE, o tomate e a gasolina deram as maiores contribuições (0,06 ponto porcentual cada um) no IPCA-15 do mês, sendo que o tomate teve uma alta de 26,99%, enquanto a gasolina subiu 1,36%.

As outras principais altas de alimentos ocorreram em produtos como cebola (19,05%), batata-inglesa (9,63%), açúcar refinado (4,51%), óleo de soja (3,74%) e carnes (1,07%).

 

A alta da gasolina (1,36%), segundo o IBGE, resultou do impacto do aumento do preço do litro do álcool, que passou a custar 9,13% a mais. Outra alta importante no grupo de transportes foi apurada em automóveis novos, que tiveram seus preços elevados em 1,11%, enquanto as passagens aéreas subiram 18,03%. O grupo dos não alimentícios acelerou os reajustes de 0,31% em outubro para 0,45% em novembro.

O IPCA-15 é lido como uma prévia do IPCA do mês, que será divulgado no dia 9 de dezembro. A diferença é o período de coleta de preços. O IPCA-15 é apurado com base na variação dos preços entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês corrente. Já o IPCA é resultado da variação de preços ao longo do mês inteiro (do dia 1º a dia 30).

O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação. O centro da meta de inflação para 2009, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

 

Texto atualizado às 9h40

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