Prévia da inflação oficial cai para 0,48% em abril com queda no preço dos combustíveis

O litro da gasolina caiu 2,12% e representou, individualmente, a maior contribuição para baixo do IPCA-15

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

20 de abril de 2010 | 09h05

A inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - 15 (IPCA-15) ficou em 0,48% em abril, ante 0,55% em março, segundo divulgou o IBGE nesta terça-feira, 20. 

 

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,39% a 0,54%) e pouco acima da mediana de 0,47%. No ano, o índice acumula alta de 2,51% e em 12 meses, de 5,22%.

 

Os combustíveis registraram deflação de 3,08% em abril e foram os principais responsáveis pela desaceleração do IPCA-15 no mês. O litro de gasolina caiu 2,12%, sendo que esse item representou, individualmente, a principal contribuição para baixo no IPCA-15, de -0,09 ponto porcentual.

 

Outra contribuição importante para a desaceleração do índice foi dada pelo etanol, com queda de 13,64% e contribuição de -0,06 ponto porcentual no índice geral. Os combustíveis como um todo contribuíram com -0,15 ponto porcentual na taxa de abril.

 

Alimentícios seguem trajetória de aceleração

 

Os produtos alimentícios prosseguiram na trajetória de aceleração dos reajustes em abril e subiram 1,71% no IPCA-15 do mês, ante 1,22% em março. No ano, segundo o IPCA-15, os alimentos já acumulam alta de 4,79%.

 

Em abril, o leite pasteurizado subiu 9,63%, variação acima de março (5,27%) e ficou com a maior contribuição individual para o IPCA-15 no mês, de 0,09 ponto porcentual, mesmo impacto dado pelo tomate, que subiu 36,81%, acima da variação de 26,50% em março. No ano, o tomate já acumula alta de 62,96%.

 

Outros alimentos "também mostraram forte aceleração de preços", segundo o documento de divulgação da pesquisa, como o feijão carioca (de -1,87% em março para 30,10% em abril) e a batata-inglesa (de 6,21% para 12,24%).

 

Já os não alimentícios mostraram perda de ritmo nos reajustes. Com o impacto para baixo nos preços dos combustíveis, o grupo dos não alimentícios registrou uma variação de 0,12% em abril, ante 0,35% em março.

 

Mas os técnicos do IBGE destacam no documento de divulgação da pesquisa que, ainda que tenha havido desaceleração de um mês para o outro, "foi verificada alta nos preços de itens importantes no orçamento das famílias, como os salários pagos aos empregados domésticos (de 1,81% em março para 1,60% em abril), que continuam com reflexos do reajuste anual do salário mínimo; os artigos de vestuário (de 0,08% para 1,08%), tendo em vista o final das promoções e entrada da nova coleção no mercado; e os remédios (de -0,15% para 0,70%), cujos preços subiram em consequência do reajuste ocorrido a partir do dia 31 de março".

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