Prévia da inflação perde força e é de 0,54% em novembro

Os preços dos alimentos subiram menos em novembro, o que fez a prévia da inflação oficial perder força. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) desacelerou de 0,65% em outubro para 0,54% no mês, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

DANIELA AMORIM / RIO , O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2012 | 02h14

Por outro lado, os gastos com Transportes pesaram mais no bolso dos consumidores. As passagens aéreas ficaram 11,8% mais caras, o que fez o item ter o maior impacto no indicador, uma contribuição de 0,06 ponto porcentual. A gasolina também aumentou (1,37%) e teve impacto semelhante no IPCA-15 do mês (0,05 ponto porcentual).

O resultado fez analistas reajustaram para cima suas previsões para o IPCA fechado de novembro. Na corretora Franklin Templeton Investimentos, a previsão para a inflação no mês passou de 0,46% para 0,47%.

"O resultado do IPCA-15 em si veio dentro do esperado. O que surpreendeu foi a composição dos aumentos, a alta de preços nos serviços em geral", declarou Carlos Thadeu Filho, economista sênior da Franklin Templeton, citando o encarecimento das passagens aéreas, mas também da alimentação fora de casa, que subiu 1,27%. "Isso tem um pouco dos aumentos anteriores dos alimentos que foram repassados agora, mas tem também a demanda, que continua forte."

O Banco Fator destacou ainda o aumento no grupo vestuário, de 1,4% em novembro, por causa da chegada da nova coleção às lojas. "Devido à surpresa em passagem aérea, à forte alta em vestuário e a uma expectativa de relativa estabilidade na inflação de alimentos, alteramos nossa expectativa de IPCA final de novembro de 0,46% para 0,49%", declarou a equipe econômica do banco, chefiada por José Francisco de Lima Gonçalves.

Já a corretora Concórdia espera um IPCA mais moderado, de 0,4%, por influência da menor pressão dos alimentos, apesar do grupo transportes. "A (menor) pressão dos alimentos veio dentro do esperado, sobretudo após o aumento das projeções de safra para 2012", justificou Flávio Combat, economista-chefe da Concórdia.

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