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'Prévia' do BC para o PIB sobe 0,28% em abril ante março de 2017

Resultado de abril aponta que a economia ao menos ensaia uma recuperação, mesmo com o desemprego ainda elevado e a crise política

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

16 Junho 2017 | 11h55

BRASÍLIA - Após cair 0,40% em março, a economia brasileira registrou avanço em abril de 2017. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) do mês teve alta de 0,28% ante março, com ajuste sazonal, informou a instituição.

O índice registrou alta de 1,45% no acumulado do trimestre encerrado em abril de 2017, na comparação com o trimestre anterior (novembro a janeiro), pela série ajustada do Banco Central. Já na comparação do trimestre até abril deste ano com o trimestre até abril do ano passado, o índice caiu 0,64% pela série observada.

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Conhecido como 'prévia do BC para o PIB', o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2017 é de avanço de 0,5%, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). 

No Relatório de Mercado Focus publicado na última segunda-feira, a mediana das estimativas do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano está em 0,41%

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O resultado de abril do IBC-Br deriva de números favoráveis tanto da indústria quanto do varejo e de serviços no mês, apontando que a economia ao menos ensaia uma recuperação, mesmo com o desemprego ainda elevado e a crise política. No Twitter, o ministro Henrique Meirelles, novato na rede social, comemorou o resultado:

 

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A produção industrial brasileira subiu 0,6% em abril, porém ainda insuficiente para garantir que já estava havendo recuperação mais consistente da atividade.

Já as vendas no varejo surpreenderam e registraram a maior alta para abril em nove anos ao subirem 1%, com o volume de serviços aumentando também 1% e tendo o melhor resultado em um ano.

A alta do IBC-Br ficou dentro do intervalo obtido entre analistas do mercado financeiro consultados pelo Broadcast Projeções, que esperavam resultado entre zero e +0,90% (mediana de +0,31%). 

Na comparação com abril de 2016, o IBC-Br avançou 0,51%, enquanto que no acumulado em 12 meses houve recuo de 2,66%, sempre em números dessazonalizados. Na comparação entre os meses de abril de 2017 e 2016, houve queda de 1,75% também na série sem ajustes sazonais. 

O IBC-Br incorpora projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos. 

 

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