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Prévia do IPCA de maio indica desaceleração

A prévia da inflação oficial mostrou uma desaceleração em maio, graças aos alimentos e transportes, que subiram menos. O preço do álcool ficou praticamente estável, mas a gasolina voltou a puxar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A perspectiva do mercado, no entanto, é que o combustível desacelere já na próxima leitura, ajudando a arrefecer ainda mais a inflação.

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas, Salomão Quadros, lembrou que o valor do álcool anidro está caindo. Apesar de não constar na lista de itens pesquisados no índice, esse tipo de álcool faz parte da mistura da gasolina, portanto, deve provocar uma queda no preço. "Não quer dizer que a gasolina voltará ao que era antes, mas vai desacelerar bastante, talvez até cair um pouco", disse Quadros.

O início da safra fez com que o litro do etanol saísse de alta de 16,4% em abril para apenas 0,01% em maio. Mas o litro da gasolina, que aumentou 4,28% em abril, subiu ainda mais, para 5,3%. e foi responsável por um impacto de 0,21 ponto porcentual nos 0,70% do IPCA-15 em maio. No ano, a gasolina já subiu 11,82%, e o etanol, 30,7%. A boa notícia foi a redução do ritmo de alta das tarifas de ônibus urbanos e intermunicipais, além da queda nas passagens interestaduais e aéreas. No grupo alimentação e bebidas, o comportamento dos produtos in natura e das refeições fora de casa ajudou a conter o IPCA-15.

Com base no resultado do IPCA-15, o economista-chefe da Concórdia Corretora, Flávio Combat, prevê 0,46% para o IPCA fechado de maio. O economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, previa alta de 0,45% para o IPCA fechado de maio, mas revisou o número para 0,38%. Velho ainda prevê uma inflação de 6,1% para 2011, embora o IPCA-15 de maio acumule 6,51% em 12 meses, acima do teto da meta do governo. Já Salomão Quadros espera aumento da inflação anual nos próximos meses, seguido de arrefecimento no fim do ano, mas no limite da meta do governo em 2011, ou até um pouco acima do teto, de 6,5%. / COLABOROU MARCÍLIO SOUZA

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