Prévia do PIB aponta para retração da economia de 1,41% no terceiro trimestre

IBC-Br, do Banco Central, teve a 4ª baixa seguida na comparação entre o trimestre e o período anterior; em relação ao terceiro trimestre de 2014, a queda foi de 5,09%, a 6ª baixa consecutiva

Célia Froufe, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2015 | 08h30

BRASÍLIA - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou baixa de 1,41% no terceiro trimestre deste ano em relação ao segundo, na série com ajuste do BC.

Foi a quarta baixa seguida. No segundo trimestre deste ano na comparação com o anterior, a baixa foi de 2,09%. Já o resultado do primeiro trimestre deste ano ante o último de 2014 ficou negativo em 1,05% com a utilização dos mesmos parâmetros. No quarto trimestre do ano passado ante o terceiro, o IBC-Br caiu 0,50%. Já no período de julho a setembro de 2014 ante o segundo trimestre do mesmo ano, houve alta de 0,61%.

O resultado apresentou um recuo maior do que a mediana de -1,26% das previsões do mercado financeiro colhidas com 24 instituições. A aposta ia de -2,00% a -1,08%.

Já na comparação entre o terceiro trimestre de 2015 e o mesmo período de 2014, sem ajuste sazonal, o IBC-Br ficou em -5,09%, resultado também acima da mediana (-4,91%). Esta foi a sexta baixa consecutiva nesse tipo de comparação. Cálculos feitos pela Agência Estado com base nos dados atualizados pela instituição apontam que no segundo trimestre de 2015 ante o segundo do ano passado foi observado um recuo de 3,08%. No mesmo tipo de comparação com os números do primeiro trimestre, o IBC-Br caiu 1,91%.

No quarto trimestre do ano passado ante outubro-dezembro de 2013, o BC registrou uma queda de 0,90% e, no terceiro trimestre de 2014 ante os mesmos três meses do ano anterior, a baixa foi de 0,41%. Já no segundo trimestre do ano passado ante abril-junho de 2013, o IBC-Br caiu 1,47%. Antes disso, no primeiro trimestre de 2014, havia sido verificada uma alta de 2,18% nesse tipo de comparação da série sem ajustes.

Nos últimos tempos, tanto o IBGE quanto o BC atualizaram suas séries históricas. Além disso, a autarquia promove revisões mensais do IBC-Br com base em dados mais novos. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Variação mensal. Em setembro ante agosto, o indicador apresentou baixa de 0,50%, a quarta consecutiva na margem, na série com ajuste. Em agosto, o recuo foi de 0,76%; em julho, de -0,13% e, em junho, de -0,92% (dados já revisados hoje pelo Banco Central).

O indicador passou de 139,82 pontos (dado revisado) em agosto na série dessazonalizada para 139,12 pontos em setembro. Na série observada, é possível identificar um recuo de 2,76% nos 12 meses encerrados em setembro. No acumulado deste ano até setembro, a retração acumulada já está em 3,38%.

Na comparação entre os meses de setembro de 2015 e de 2014, houve diminuição de 6,18% também na série sem ajustes sazonais. Na série observada, setembro encerrou com o IBC-Br em 140,37 pontos ante 142,91 pontos de agosto (dado revisado).

No Relatório Trimestral de Inflação de setembro, o BC revisou sua previsão de queda para o PIB de 2015 de -1,1% para -2,70%. No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, a mediana das expectativas para o PIB estava negativa em 3,10% para este ano.

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