Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

'Prévia do PIB' aponta retração de 1,44% no primeiro trimestre

Na comparação mensal, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central registrou a 15ª queda consecutiva, de 0,36% em março ante fevereiro, o pior resultado desde janeiro de 2010

Bernardo Caram, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2016 | 09h07

BRASÍLIA - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), conhecido como a "prévia do PIB", registrou baixa de 1,44% no acumulado do primeiro trimestre, na comparação com o resultado dos três meses anteriores, pela série ajustada do Banco Central. Na comparação de janeiro a março com idêntico período de um ano antes, o resultado do índice foi de queda de 6,27% pela série observada. Já no acumulado de 12 meses até março, pelo dado sem ajuste, a queda é de 5,26%.

Pelo 15º mês consecutivo, a economia brasileira andou de ré. O IBC-Br de março teve baixa de 0,36% ante fevereiro, com ajuste sazonal. Em fevereiro, havia registrado uma baixa de 0,33% (dado revisado) - também na margem com ajuste. O índice de atividade calculado pelo BC passou de 134,84 pontos em fevereiro para 134,35 pontos em março, na série dessazonalizada. Esse é o pior resultado para todos os meses desde janeiro de 2010 e ficou pior do que a mediana de -0,10% obtida com as estimativas dos 24 analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado.

Na comparação entre os meses de março de 2016 e 2015, houve baixa de 6,31% na série sem ajustes sazonais. Na série observada, o IBC-Br ficou em 140,63 pontos em março, ante 130,45 pontos de fevereiro. O indicador de março de 2016 ante o mesmo mês de 2015 mostrou uma retração maior do que a apontada pela mediana (-5,90%) das previsões dos 22 analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, mas dentro do intervalo, que estava entre -5,10% a -6,81%.

O Banco Central promoveu uma revisão metodológica na apuração do IBC-Br, conforme informou no momento da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação no fim de março. De acordo com o BC, a nova série incorpora a estrutura de produtos e avanços metodológicos do Sistema de Contas Nacional - Referencia 2010, do IBGE. Destacam-se também a incorporação da PNAD Contínua em substituição à Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). "A despeito das modificações implementadas, as séries do IBC-Br antes e após as alterações descritas apresentam evolução similar", segundo o BC. Naquele mesmo dia, a instituição divulgou a nova série já com as revisões atualizadas.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A atual previsão oficial do BC para a atividade doméstica deste ano é de queda de -3,5%. No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, a mediana das estimativas do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) estava em -3,86%.

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