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Prévia do PIB cai 0,91% em agosto, pior resultado desde maio de 2015

Leitura de agosto é um reflexo da fraqueza econômica mostrada recentemente em outros indicadores, destacando a dificuldade de o país dar sinais consistentes de recuperação

Reuters

20 de outubro de 2016 | 09h08

BRASÍLIA - A atividade econômica brasileira seguiu em território negativo em agosto, com contração de 0,91% sobre julho, segundo índice do Banco Central (BC) divulgado nesta quinta-feira, marcando o pior resultado em mais de um ano.

A contração apontada pelo resultado dessazonalizado do chamado Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), é o pior resultado desde maio de 2015, quando o indicador apresentou recuo de 1,02%.

"Algum sinal mais evidente de reversão da atual recessão... só deve vir no último trimestre deste ano. Crescimento, talvez só em 2017", avaliou em nota o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves.

A leitura de agosto é um reflexo da fraqueza econômica mostrada recentemente em outros indicadores, destacando a dificuldade de o país dar sinais consistentes de recuperação depois de o PIB recuar 0,6% no segundo trimestre sobre o período anterior, segundo dados do IBGE.

Neste ano, o IBC-Br mostrou avanço da atividade apenas em abril e junho, na comparação com o mês anterior.

A produção industrial sofreu em agosto um tombo de 3,8% sobre julho, interrompendo cinco meses seguidos de ganhos, enquanto as vendas no varejo apresentaram queda de 0,6% na mesma base de comparação, também de acordo com o IBGE.

Por sua vez, o setor de serviços registrou queda de 1,6% no volume de vendas em agosto sobre o mês anterior, com destaque para a retração nos serviços prestados às famílias.

O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

Em julho, o índice apresentou perda de 0,19% em dado revisado pelo BC após divulgar no mês passado uma queda de 0,09% para o período.

Na comparação com agosto do ano passado, o IBC-Br caiu 4,43%. No acumulado em 12 meses, o recuo foi de 5,60%, sempre em números dessazonalizados.

Na quarta-feira, o BC reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para 14% ao ano, no primeiro corte desde 2012, no que deve ser o início de um ciclo de baixa que pode ajudar na recuperação da economia.

A expectativa de economistas para o ano é de uma contração de 3,19% no PIB, segundo pesquisa Focus mais recente, realizada pelo BC com mais de uma centena de economistas.

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