Antonio Cruz/Estadão
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'Prévia' do PIB do BC indica queda de 0,14% no 3º trimestre e recessão técnica

O IBC-Br já havia recuado 0,35% no período de abril a junho; em setembro, o indicador caiu 0,27%

Eduardo Rodrigues , O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2021 | 11h02

BRASÍLIA - A atividade econômica brasileira recuou pelo segundo mês consecutivo em setembro, segundo o indicador do Banco Central usado como prévia do PIB. O BC informou nesta terça-feira, 16, que seu Índice de Atividade (IBC-Br) caiu 0,27% em setembro ante agosto, na série já livre de influências sazonais (uma espécie de compensação que é feita para comparar períodos diferentes).

De agosto para setembro, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 138,93 pontos para 138,56 pontos na série dessazonalizada. Esse é o menor patamar desde dezembro do ano passado (138,27 pontos). 

Também foi registrada queda de 0,14% no terceiro trimestre de 2021 na comparação com os três meses anteriores. Como o BC calculou também retração no período entre abril e junho (de 0,35%), fica caracterizado o que os economistas chamam de recessão técnica.

Em 2020, o PIB do Brasil registrou queda de 4,1%, na maior contração desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996.

No último Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo BC nesta terça, a projeção é de crescimento de 4,88% do PIB em 2021. O Focus reúne as projeções dos economistas do mercado financeiro

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2021 é de crescimento de 4,7%. Esta estimativa foi atualizada no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), em setembro.

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