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'Prévia do PIB' do BC registra alta de 0,17% em outubro

Resultado mostra terceiro mês seguido de crescimento econômico, mas com desaceleração em relação a setembro, quando aumento foi de 0,48%

Eduardo Rodrigues, Bárbara Nascimento e Cícero Cotrim, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2019 | 09h59
Atualizado 13 de dezembro de 2019 | 23h59

BRASÍLIA e SÃO PAULO - A alta de 0,17% na prévia do Produto Interno Bruto (PIB) em outubro, calculada pelo Banco Central (BC), reforçou a expectativa de economistas de aceleração da atividade nos últimos três meses do ano, impulsionada pelo consumo das famílias, mas sem apresentar um crescimento robusto.

“É o primeiro mês do quarto trimestre. A tendência é que os próximos números venham mais fortes”, avalia o economista-chefe do banco ABC-Brasil, Luis Otavio de Souza Leal. Para o banco, a previsão é de crescimento de 1% no PIB do quarto trimestre e de 1,2% no ano, com viés de alta e podendo chegar a 1,3%. 

Na comparação com outubro do ano passado, o IBC-Br teve alta de 2,13%, o que mostra uma aceleração frente os 2,08% de setembro de 2019 e setembro de 2020. “Não traduz um impulso muito grande, mas faz parte desse processo de aceleração que estamos vendo desde o PIB do terceiro trimestre”, afirma Alexandre Lohmann, da GO Associados. 

Para os economistas, o ritmo deve se intensificar a partir do próximo mês, puxado pelo desempenho do varejo e dos serviços com a Black Friday e a liberação de recursos do FGTS. “Novembro deve vir ainda mais forte. Na Black Friday o volume de vendas cresceu bastante, isso tem relação com bom dinamismo da economia, intenção de ir às compras. O destaque do quarto trimestre deve ser o consumo”, disse o economista João Fernandes, sócio da Quantitas.

Ele espera, porém, que a indústria perca parte do fôlego. “Há uma piora na produção de veículos e o fluxo de caminhões nas estradas diminuiu”, apontou. A Quantitas espera um crescimento do PIB de 0,7% no último trimestre, em relação ao terceiro, e de 1,2% neste ano.

Na semana passada o mercado financeiro estimou uma expansão econômica de 1,10% para este ano e de 2,24% para 2020. Em novembro o governo federal elevou sua expectativa para o crescimento da economia, em 2019, de 0,85% para 0,9%. Para o BC, o crescimento ficará também em torno de 0,9% neste ano.

Recuperação superficial. Na avaliação do Goldman Sachs, a economia ainda apresenta uma “recuperação superficial”. Para a instituição, é essencial reformas fiscais na União e nos Estados para “ancorar o sentimento do mercado, apoiar o sentimento do consumidor e dos empresários e alavancar o que tem sido até agora uma recuperação superficial”.

Para o Goldman Sachs, esta é a “recuperação cíclica mais fraca já registrada”: o IBC-Br aponta para uma atividade 6,1% abaixo do pico do ciclo de dezembro de 2013 e apenas 5,6% acima do nível de dezembro de 2016.

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois têm diferenças. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

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