Previdência continua negociação sobre folha salarial

Apesar de ainda não haver data para anúncio da desoneração da folha de pagamentos, o secretário da Previdência Social, Leonardo Rolim, reforçou que as negociações continuam e já existem alguns pontos de consenso com o Ministério da Fazenda para que o INSS não perca arrecadação. A ideia do governo é retirar a contribuição patronal ao INSS de 20% sobre a folha salarial, substituindo-a por uma tributação sobre o faturamento.

EDNA SIMÃO, Agencia Estado

28 de julho de 2011 | 10h16

Segundo Rolim, a proposta do governo não acaba com a contribuição patronal. Pelo que foi acordado com o Ministério da Fazenda, continuarão com a incidência sobre a folha: o adicional para trabalho especial (para empregados que trabalham em minas, siderúrgicas e outras áreas insalubres), adicional pelo risco de acidente de trabalho, além das empresas sem fins lucrativos e os órgãos do governo.

O secretário disse ainda que a equipe econômica se comprometeu em manter a arrecadação da contribuição patronal, que no ano passado foi de R$ 91 bilhões. O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, informou que não foi chamado para nova reunião no ministério da Fazenda para tratar do assunto. "Não acredito que alguma coisa esteja sendo feita à revelia da Previdência", afirmou o ministro, acrescentando que a desoneração da folha não será anunciada no âmbito da política industrial, cuja previsão de divulgação é 2 de agosto.

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