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Previdência: fundos com melhor desempenho

A Secretaria de Previdência Complementar (SPC) divulgou os dados com a performance das entidades fechadas de previdência privada no primeiro trimestre do ano. A pesquisa abrange 340 fundos de pensão e mostra a variação dos volumes totais disponíveis para aplicação - parcela chamada de Recursos Garantidores das Reservas Técnicas (RGRTs). De acordo com os números da SPC, o fundo patrocinado pela Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (FAPIEB) lidera a relação dos maiores ganhos no primeiro trimestre, com 15,73%. O desempenho do FAPIEB, no entanto, deve ser analisado com cautela. "O resultado não reflete a realidade", afirmou Erno Brentano, interventor do fundo, que identificou erros de contabilidade na carteira. A principal falha, disse, ocorreu na apuração dos resultados em aplicações de CDB de 90 dias. Ele explicou que, ao invés de utilizar o regime de competência, reconhecendo ao final de cada mês a variação do investimento, o FAPIEB contabilizava os CDBs somente ao término dos 90 dias. "Dessa forma, apurou-se de uma só vez os rendimentos de períodos anteriores, o que é incorreto", ressaltou. Somente em janeiro, o fundo registrou uma valorização total de 16,86%. Pelos dados da SPC, o fundo de pensão do Banco do Estado de Mato Grosso (Centrus/MT) ficou em segundo lugar em termos de rentabilidade no primeiro trimestre. Os RGRTs do Centrus apresentaram variação positiva de 8,11%.A terceira melhor performance do trimestre, com 6,43%, ficou com o fundo de pensão RBS Prev, do grupo de comunicações RBS. Para o diretor-superintendente, Pedro Fagherazzi, o desempenho é fruto de uma rígida postura conservadora. "O fundo existe há cinco anos e durante esse intervalo só aplicamos em renda fixa", afirmou. Ele conta que o conselho de administração do RBS Prev chegou a aprovar, no início do ano, uma autorização para que até 20% dos recursos fossem alocados na Bolsa de Valores. No entanto, a diretoria referiu não mudar o rumo das apostas. "Não temos um centavo investido na Bolsa", ressaltou, considerando porém a hipótese de rever a política no segundo semestre. Atualmente, segundo Fagherazzi, três bancos (Unibanco, ABN Amro e Chase) fazem a gestão dos cerca de R$ 22 milhões de patrimônio do fundo. Ele revelou que 75% do montante está alocado em fundos privados de bancos e, o restante, em títulos públicos. O RBS Prev possui aproximadamente oito mil participantes. Toda a parte de contabilidade, passivo e cálculos atuariais fica sob responsabilidade da Tower Perrin, empresa especializada no segmento. Maiores perdasOs fundos de pensão Cabea (Banco do Estado do Amazonas) e do Instituto João Moreira Salles (IJMS), patrocinado pelo Unibanco, lideram a relação com as maiores perdas do trimestre. O Cabea contabiliza uma baixa total de 15,89% no período, sendo 9,37% somente na carteira de renda variável. No IJMS, a desvalorização foi de 8,34% nos três primeiros meses do ano. O portfólio de renda variável do fundo acumulou perda de 11,89% no período.

Agencia Estado,

13 de junho de 2001 | 13h18

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