Previdência: garantia de futuro para as crianças

Captação de previdência chegou a R$ 981 milhões entre janeiro e agosto deste ano, contra R$ 557 milhões

Agência Estado,

29 de novembro de 2007 | 22h22

O receio de que os filhos não tenham acesso ao ensino superior motiva muitos pais a investir em planos de previdência para menores, segmento que cresceu 76,16% entre janeiro e agosto de 2007. Outra grande preocupação dos pais diz respeito às dificuldades de emprego para recém-formados: muitos brasileiros querem garantir renda aos filhos no período em que estarão disputando uma vaga no mercado de trabalho. Segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), a captação de previdência para crianças e jovens chegou a R$ 981 milhões entre janeiro e agosto deste ano, contra R$ 557 milhões no mesmo período do ano passado. De acordo com o vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica, Renato Russo, esse segmento foi responsável por 5.8% dos recursos captados pela previdência privada no ano. Ele explica que uma pessoa que contrata o SulAmérica Educaprevi e faz depósitos mensais de pelo menos R$ 70 terá, no fim de 15 anos, um saldo superior a R$ 20 mil, considerando-se uma taxa de juros de 6% ao ano. Os planos para menores, de maneira geral, prevêem resgates integrais no término do período escolar do beneficiário ou sua liberação parcelada em cinco anos. O menor estudante também terá os estudos assegurados até os 24 anos, em caso de morte ou invalidez do responsável. O diretor da Unibanco AIG Vida e Previdência, Antonio Eduardo Trindade, entende que o produto tem potencial para crescer muito mais. "No futuro, com mais renda distribuída, mais pessoas vão comprar. E já temos produtos disponíveis a partir de R$ 20 por mês", diz. O gerente-geral de produtos de previdência do Santander, Leonardo Zavatini, destaca que o plano Super Filhos possibilita contribuições mensais a partir de R$ 50. Mas pode-se optar também pelo depósito esporádico de R$ 500. Além de cobrir os gastos com faculdade, é indicado para custear uma pós-graduação, um intercâmbio cultural ou mesmo para a compra do primeiro carro do filho ou neto beneficiado. O presidente da Real Tokio Marine Vida e Previdência, Edson Franco, confirma o crescente interesse não apenas de pais, mas também de avós e padrinhos pelo RealPrev Educar. "Vemos que existe uma preocupação de incutir nas crianças essa cultura de poupança de longo prazo."  A preocupação com o desemprego também está presente nos planos previdenciários para menores, na opinião do diretor-executivo do Itaú, Osvaldo do Nascimento responsável pela operação de previdência. Segundo ele, muitos pais já acordaram para a questão do desemprego. "Eles já contratam o plano não pensando especificamente no curso superior, mas na realidade que os filhos vão encontrar depois de formados, quando estarão em busca do primeiro emprego", comenta. "Com uma renda assegurada, eles terão condições de sobreviver enquanto procuram uma colocação no mercado de trabalho." Alguns pais também já pensam em acumular uma poupança para que os filhos possam montar um negócio próprio no início da fase adulta, destaca Nascimento.

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