Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Previdência não vai resolver sozinha problemas de crescimento e emprego, diz Maia

O presidente da Câmara defendeu que, após a aprovação da reforma da Previdência, será preciso pensar em soluções para que o País volte a investir

Ricardo Leopoldo, correspondente, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 12h16
Atualizado 15 de maio de 2019 | 12h20

NOVA YORK - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que será importante que as lideranças políticas brasileiras busquem soluções para a economia após a aprovação da reforma da Previdência.

Segundo o deputado, será preciso ampliar gastos em áreas fundamentais para elevar o crescimento do país, como investimentos públicos. Maia afirmou que a reforma sozinha não vai resolver os problemas de crescimento e geração de empregos no País.

“Estamos numa situação difícil no Brasil, pois o Estado perdeu capacidade para investir”, comentou Maia. Ele destacou que o volume de despesas obrigatórias do governo federal é muito alto, pois de cada R$ 100,00, R$ 94,00 são gastos dirigidos para áreas específicas.

Por outro lado, ele apontou que os salários dos servidores federais e estaduais “ficou caro” e há uma falência da qualidade dos serviços públicos em todos os entes da federação. “Com 13 milhões de desempregados, como vamos organizar a sociedade para atender estas pessoas?”, questionou.

Segundo Maia, ao retirar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) da discussão sobre a proposta da reforma da Previdência é possível aos parlamentares dedicarem mais atenção à discussão sobre os recursos dentro do sistema nacional de benefícios para aposentados para as próximas gerações. “Foi importante esta decisão. A reforma da Previdência não é de direita nem de esquerda.”

Rodrigo Maia também mostrou que há aproximação do governo e do presidente Jair Bolsonaro junto ao Congresso. “(O ministro) Onyx tem estado mais próximo da presidência da Câmara e do Senado. O presidente (Bolsonaro) está com mais participação efetiva”, destacou, referindo-se a sua relação com o parlamento. O presidente da Câmara apontou que “há um presidente” da República eleito e um parlamento que também foi escolhido pela população nas urnas.

Votação

Maia afirmou com exclusividade ao Estadão/Broadcast que a votação da reforma no plenário da Câmara deve ocorrer “logo depois” da sua aprovação pela Comissão Especial da Câmara, que para ele ocorrerá até junho.

“Vamos construir a data para a votação no plenário com o governo”, disse Maia. Ele apontou que o relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro vem apresentando evolução. “Melhorou o diálogo com o presidente. Ele conversa mais, está mais próximo. Isto é importante.” O presidente da Câmara fez os comentários depois de participar de evento realizado pelo BTG Pactual em Nova York.

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