Previdência: novas regras diminuem custo dos planos

O mercado de previdência e o de seguros receberam positivamente a nova resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) publicada no início deste mês com mais 13 regras para o setor. A medida pode contribuir para elevar as vendas de Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e do Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), já que deve reduzir custos e baratear os produtos. A maior novidade é que os planos de previdência poderão aplicar os recursos dos clientes em cotas de fundos de investimentos já existentes no mercado, o que atualmente é proibido. Hoje, as entidades abertas de previdência e as seguradoras são obrigadas a montar um fundo de investimento especial para receber os depósitos dos participantes, o que encarece a operação. Segundo o diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Luiz Peregrino, para que seja possível criar um fundo de aplicação em cotas (FAC) para esses planos ainda é necessário que o órgão divulgue algumas instruções a respeito. Os executivos consultados apontam entre os maiores benefícios da medida a possibilidade de redução da taxa de gestão. "O custo para criar um fundo especial é maior do que montar um FAC", afirmou o diretor de previdência privada da Real Seguros, Flávio Perondi. Para o diretor da HSBC Previdência, Sidney Pariz, entidades que operam com volumes reduzidos de aportes "possuem menor poder de barganha na hora de negociar com os administradores de recursos os custos de um fundo". Maior flexibilidadeOutro ponto positivo da nova regra é a possibilidade de compor vários planos com perfis diferentes com uma quantidade menor de fundos de investimento, só alterando o percentual deles na carteira do FAC. "O administrador dos recursos terá maior mobilidade e poderemos ter mais opções de produtos sem onerar a operação," diz o diretor da Bradesco Vida e Previdência, Jair Lacerda. Além de diversificar investimentos e riscos, a possibilidade de montar um FAC para aportar os recursos do PGBL e VGBL também permite que a entidade busque a administradora de recursos que ofereça a melhor rentabilidade, sem muita burocracia. "Caso um dos fundos que compõe o FAC do PGBL não estiver trazendo o retorno esperado, o gestor pode reduzir sua exposição à carteira ou substituí-la por cotas de outra, mais rentável", disse o diretor da Vera Cruz Vida e Previdência, Manoel Carvalhal.A flexibilidade dos novos planos de PGBL e VGBL dentro na nova regra permitirá ainda a customização do produto, especialmente para planos empresariais, diz Carvalhal. Ele acredita que a medida é mais um atrativo para a migração de planos fechados de previdência para entidades abertas. Para a diretora técnica atuarial da Nationwide Marítima, Elizabeth Bartolo, a nova resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados "caminha para o crescimento do setor e aumenta a amplitude de escolha dos clientes".

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