Previdência privada atrai mais investidores

Os Planos Geradores de Benefícios Livres (PGBLs), uma das formas de previdência privada, vêm apresentando forte captação. O produto chegou ao final de 1998, poucos meses após ter sido criado, com patrimônio de R$ 30 milhões. No final do ano seguinte, em 1999, o patrimônio era de R$ 570 milhões. Já em 2000, o saldo passou para R$ 2,1 bilhões e a expectativa é de que o patrimônio chegue ao final desse ano entre R$ 4 e R$ 4,5 bilhões.O principal argumento de venda para o produto é a disciplina de investimentos. Apesar de não precisar seguir uma periodicidade regular, os depósitos devem ser feitos dentro do que for contratado com o administrador. Mas, antes de optar por essa aplicação em função desse atrativo, o investidor deve estar atento às demais características do produto:Escolha do perfilO tipo de PGBL varia de acordo com o risco que o investidor aceita assumir. São eles: soberano (conservador), renda fixa (moderado) e composto (mais agressivo). Como é possível trocar de plano, o participante pode alterar sua estratégia de investimento ao longo do tempo. A recomendação é de que, quanto mais próximo à fase de recebimento dos benefícios, ou seja, à aposentadoria, mais conservadora deve ser a escolha.RendimentoA rentabilidade dos PGBLs é incorporada à carteira do investimento mensalmente. O investidor deve consultar com freqüência o desempenho da carteira do produto escolhido para não ter surpresas desagradáveis depois de muitos anos de contribuição. As cotas com valor do rendimento dos PGBLs estão disponíveis diariamente no Finanças Pessoais. Saque de recursosOs benefícios começam a ser pagos de acordo com o período estabelecido em contrato. O período de carência, para saques antecipados, é variável, de 60 dias a 24 meses. O prazo mais comum no mercado é de 60 dias. CustosO participante do PGBL tem dois custos: a taxa de carregamento - de 1% a 5% sobre contribuições mensais e aportes - e a taxa de administração - que vaia de 1,5% a 5% ao ano sobre o capital total, inclusive rendimentos. Vale destacar que algumas administradoras cobram taxas muito elevadas que reduzem o ganho do investidor. Benefício fiscalOs PGBLs têm incentivo fiscal na fase de acumulação. No caso da declaração completa do Imposto de Renda (IR), existe a possibilidade de o participante poder deduzir 100% das contribuições pagas à previdência privada, até o limite de 12% da sua renda anual. A dedução é sobre a renda, de forma que o imposto pago é menor porque a renda foi reduzida. Não é um desconto sobre o imposto a ser pago.Mas, lá na frente, no recebimento dos benefícios, o recolhimento do IR vai ocorrer normalmente, como em qualquer renda. Ou seja: o valor recebido pela previdência privada é somado às demais rendas e paga imposto de acordo com a tabela progressiva normal. Veja no link abaixo mais informações sobre as situações em que o diferimento do imposto, ou seja, o adiamento é vantajoso ao investidor.Não deixe de conferir no link abaixo mais informações sobre os PGBL e também sobre outras formas de previdência privada.

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