Previdência privada crescerá 25% em 2012, diz FenaPrevi

A carteira de investimentos administrada pela indústria de previdência privada deve crescer 25% em 2012 sobre 2011, alcançando R$ 330 bilhões, disse o vice-presidente da FenaPrevi e diretor-executivo de Investimento e Previdência do Itaú Unibanco, Osvaldo Nascimento. Até junho, a carteira, representada pelos ativos captados somados a seus rendimentos e excluídos os saques, estava em R$ 302 bilhões.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

21 de agosto de 2012 | 14h33

Nascimento aposta que a carteira de investimentos deverá alcançar R$ 1 trilhão em até cinco anos, lembrando que, em 1992, estava em R$ 3 bilhões. "A nova realidade brasileira, de taxa de juro real abaixo de 3%, está aumentando o ingresso de investidores que pensam no longo prazo e percebem que é possível maximizar seu patrimônio por meio da previdência complementar", disse ele durante entrevista concedida à imprensa no VI Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, que está sendo realizado entre esta terça-feira e a quarta-feira, em São Paulo.

Nascimento citou ainda a queda na taxa de desemprego e o consequente aumento na renda como fatores que têm impacto no crescimento das arrecadações da previdência. Boa parte desse aumento na carteira atual e previsto está relacionada à elevação nos aportes mensais de planos já existentes.

Nos novos ingressos o destaque são os chamados planos para menores, onde a arrecadação subiu 19,21% no primeiro semestre deste ano, para R$ 960 milhões. De acordo com o balanço semestral divulgado nesta terça-feira pela FenaPrevi, os planos menores registraram o segundo maior crescimento no primeiro semestre por categoria de plano contratado. A liderança ficou com os planos individuais, que tiveram expansão de 36,33% no primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2011, para R$ 28,6 bilhões.

Nascimento observou ainda que os benefícios fiscais associados aos planos de previdência VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre) e PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre) representam uma enorme poupança; portanto, um adicional em relação a outros tipos de investimento de longo prazo. Nos fundos de renda fixa ou multimercado a cobrança do Imposto de Renda é semestral. Já nos planos VGBL e PGBL o imposto só é pago no momento do resgate dos recursos, aumentando a proporção de recursos sobre os quais há rendimento.

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