Previdência privada mantém captação positiva

A captação líquida nos planos de previdência continua positiva no mês de setembro, ao contrário do restante das carteiras da indústria de fundos. De acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), até o dia 18 de setembro, os fundos de previdência apresentaram entrada de R$ 183,97 milhões. No mesmo período, as demais carteiras apresentaram saída de R$ 1,147 bilhão. Entre os fundos, os maiores saques ainda são nos fundos referenciados DI (pós-fixados), com R$ 755,19 milhões.No acumulado do ano, esse movimento se repete. Os planos de previdência apresentam captação líquida de R$ 2,168 bilhões, enquanto as demais carteiras registram saques de R$ 55,549 bilhões. Também nesse período, os fundos referenciados DI registram o maior volume de resgates, de R$ 24,722 bilhões. A indústria de fundos vem registrando fortes saídas de recursos desde março, quando a nova regra de marcação a mercado para os títulos que compõem a carteira dos fundos passou a ser adotada pela maioria dos administradores de recursos. Para muitas carteiras, a regra trouxe prejuízos, pois aconteceu em um momento de forte desvalorização dos títulos públicos.Os saques aconteceram principalmente nos fundos DI. No caso dos planos de previdência, isso não aconteceu, devido ao próprio perfil da aplicação. Como são destinadas a investimentos de longo prazo, o investidor optou por permanecer com os recursos em carteira, a fim de recuperar a perda com a oscilação negativa da cota. Como ocorreram as perdasO fato é que os títulos que formam as carteiras dos fundos estavam precificados a um valor acima do que de fato estavam sendo negociados no mercado. Com a adoção da regra de marcação a mercado, esses títulos passaram a ser contabilizados por um preço menor, o que provocou a oscilação negativa de cotas de muitos fundos. Isso aconteceu tanto com os fundos de renda fixa prefixada e DI quanto com os fundos de previdência.Assustados com essas oscilações negativas, os investidores intensificaram os saques de recursos nas carteiras dos fundos de investimento e, para pagar esses resgates, os gestores tiveram que vender mais títulos públicos, o que provocava uma queda ainda maior no valor desses papéis. Formou-se um ciclo de forte venda de títulos, com desvalorização desses papéis e mais oscilações negativas para a carteira dos fundos.Veja mais informações sobre o assunto nos links abaixo.

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