Previdência vai elevar previsão de déficit

O ministro da Previdência eAssistência Social, José Cechin, disse hoje, em Curitiba,que as primeiras previsões de déficit do Instituto Nacional doSeguro Social (INSS) para este ano, de R$ 16,5 bilhões, serãorevistas, "diante dos últimos dados". Um deles é o fracodesempenho da arrecadação observado em junho, fruto da menoratividade industrial de maio. "Vamos ter uma revisão em breve" afirmou Cechin. No ano passado, o déficit do setor privadoficou em R$ 12,8 bilhões. Em relação à Previdência Social, o ministro afirmou queo montante dispendido pelos poder público foi de R$ 48 bilhõesno ano passado. Somando-se os valores do INSS e da Previdênciado servidor público, o déficit foi de R$ 61,8 bilhões. Ele dissenão ter as projeções para este ano no setor público. No caso doINSS, o déficit dos seis primeiros meses já soma quase R$ 7bilhões. No mesmo período do ano passado, o valor estava empouco mais de R$ 4,3 bilhões. Para Cechin, quando se fala em Previdência e INSS, épreciso sempre fazer um reparo, visto que, no caso do serviçopúblico, é computado o gasto líquido do Tesouro. "No INSS, oempregado põe dois para cada um colocado pelo trabalhador; noserviço público, o Tesouro paga 100%, paga toda a diferença",disse. "Na prática, o poder público está pagando sete para cadatostão contribuído pelo servidor." Alíquotas - O ministro anunciou alterações que poderãoser adotadas na alíquota do Seguro contra Acidentes de Trabalho(SAT). Segundo ele, empresas que adotarem medidas de prevençãopoderão ser beneficiadas com a redução da alíquota em até 50%,enquanto o mesmo porcentual pode ser acrescido caso o número deacidentes de uma empresa fique muito acima da média. "Estamos introduzindo um sistema que faz com que aempresa que reduz acidentes pague menos seguro, enquanto a quetem grande quantidade de acidentes, e acidentes graves, paguemais", disse. "Cada um tem de pagar de acordo com o custo queprovoca para o cidadão, para a Previdência e para a sociedade."Para que as alterações passem a vigorar, o Congresso Nacionaldeverá receber e aprovar um projeto de lei. Segundo o ministério, os acidentes de trabalho custampara o País R$ 23,6 bilhões ao ano, o que corresponde a 2,2% doProduto Interno Bruto (PIB). Por ano, 3,5 mil pessoas morremvítimas de acidentes de trabalho. Outras 15,5 mil pessoas ficamincapazes parcial ou totalmente para o trabalho e 150 mil seafastam por mais de 15 dias da empresa.

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