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Previsão de 2,4% para PIB de 2009 é pessimista, diz Meirelles

Presidente do Banco Central evita estender comentários, lembrando que previsão oficial sai no dia 22

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2008 | 16h31

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira, 16, considerar "um pouco pessimista" a previsão de crescimento de 2,4% para o PIB brasileiro em 2009 divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele evitou, no entanto, entrar em detalhes, lembrando que no próximo dia 22 o BC divulgará sua projeção de crescimento para 2009 no Relatório Trimestral de Inflação.  Veja também:CNI estima que Brasil crescerá 2,4% em 2009Desemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   "Como dissemos no passado, quando comentamos a projeção de crescimento feita pelo FMI (3,0%), acredito que sim, que a projeção da CNI é um pouco pessimista", afirmou Meirelles, em entrevista coletiva, após participar de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para discutir a autonomia do BC. Sobre o tema da audiência, Meirelles disse que não cabe a ele, como atual presidente da autoridade monetária, se posicionar favorável ou contrário à legalização da independência do BC. Ao ser questionado por jornalistas sobre se a autonomia operacional que existe hoje para o BC brasileiro está sendo bem sucedida, ele respondeu que sim.  "A autonomia operacional do BC, concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está tendo resultados considerados muito bem sucedidos por órgãos independentes como a OCDE e o FMI", afirmou, destacando que o Brasil tem sido avaliado com um país mais preparado para enfrentar a crise internacional. "Não há dúvida de que um fator que contribui para isso é a política de estabilização bem sucedida. É um dado importante e tem sido enfatizado por diversas agências independentes", reforçou. Na sua exposição na CCJ, Meirelles também não se posicionou em relação à independência formal do BC e fez uma apresentação descritiva dos modelos, vantagens e desvantagens da formalização legal da independência do BC.

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