Previsão de acomodação reduz otimismo da construção

O otimismo dos empresários da construção civil brasileira em relação ao desempenho de suas empresas registrou leve queda no terceiro trimestre deste ano, com a percepção de que o crescimento do País atingiu o patamar máximo, segundo Sondagem Nacional da Construção, realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa consultou 233 empresários de diversas regiões do País.

AE, Agencia Estado

16 de setembro de 2010 | 16h21

Na avaliação do presidente da entidade, Sergio Watanabe, os resultados indicam que o crescimento do País deve se acomodar daqui para a frente. De acordo com a metodologia da sondagem, valores abaixo de 50 apontam desempenho ou perspectiva desfavorável e acima de 50, favorável. Embora os empresas continuem otimistas e no comparativo de 12 meses o indicador de desempenho tenha apresentado alta de 13,5%, no trimestre, o indicador caiu 1,22%, para 59,22, mostrando uma desaceleração das expectativas. Também as perspectivas de desempenho futuro das construtoras diminuíram 2,71% no trimestre, para 61,50, enquanto no quesito de crescimento econômico recuaram 7,42%, para 62,43.

A estimativa dos empresários de uma inflação reduzida, por sua vez, ficou em 47,04 pontos, mostrando um acréscimo de 28% no trimestre, mas ainda é 24,9% inferior ao indicador apurado 12 meses atrás. Já a perspectiva da evolução dos custos dos insumos atingiu 41,71 pontos, com aumento de 2,7% no trimestre. Em relação à condução da política econômica, o indicador caiu 1,13%, para 52,49. No indicador de dificuldades financeiras, houve aumento de 5,07%, para 53,86. Nesse critério, pontuações acima de 50 indicam desempenho ou perspectiva desfavorável.

A entidade atribui a ligeira diminuição da preocupação em relação à inflação e aos custos dos insumos à relativa estabilidade dos últimos meses. Entretanto, Eduardo Zaidan, diretor de Economia do SindusCon, alerta para possível nova elevação nos insumos, que só não ocorrerá se houver mais competição entre os fornecedores.

Conforme o SindusCon, o setor continua preocupado em relação à inflação e aos custos dos insumos, porém menos do que no primeiro semestre. E sentem uma ligeira elevação nas dificuldades financeiras.

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