Previsão de fluxo amortece vaivém e dólar fecha em R$ 1,580

Queda acumulada pela moeda norte-americana já soma 11% neste ano; fluxo de recursos ajuda queda

Reuters,

22 de julho de 2008 | 16h16

A expectativa de entrada de dólares amorteceu a volatilidade externa e ajudou a taxa de câmbio a se acomodar no patamar de R$ 1,58 nesta terça-feira, fechando em alta de 0,06% após subir na maior parte do dia.  O dólar terminou o dia cotado a R$ 1,580 - mesmo patamar visto em janeiro de 1999. A queda acumulada pelo dólar neste ano já supera os 11%.  Agentes de mercado citam uma melhora do fluxo de dólares como o principal motivo para a tendência de baixa da moeda norte-americana nos últimos dias.  O Banco Central registrou saída líquida de 828 milhões de dólares na primeira metade do mês, mas a oferta de ações da Vale e um acordo entre as mineradoras MMX e Anglo American têm aumentado o ingresso de capitais no país, dizem operadores.  Segundo Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, a maior parte do fluxo destinado à oferta da Vale entrou no país nos últimos dias. Agora, "o mercado mantém expectativa quanto à entrada de US$ 3 bilhões da Anglo American".  Para Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio do Banco Paulista, "essa expectativa de entrada já contribui para aapreciação do real". Ele citou também a previsão de alta da taxa básica de juro, nesta quarta-feira, pelo Banco Central.  O aumento do juro, atualmente a 12,25%, favorece as aplicações em ativos locais por estrangeiros. Esses agentes aumentaram a posição vendida em derivativos cambiais para mais de US$ 6 bilhões nos últimos dias - sinalizando uma aposta maior na valorização do real.  Nehme, no entanto, ainda aposta em um aumento da demanda por dólares até o final do mês, para "reconduzir o preço (do dólar) ao piso de R$ 1,60".  No mercado internacional, as bolsas tiveram comportamentos distintos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mostrava baixa de cerca de 2% à tarde, mas os índices de Wall Street se sustentavam em alta após um início fraco. O risco Brasil caía 4 pontos-base, para 222 pontos.  Na metade da sessão o BC realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, mas nenhuma das propostas divulgadas foi aceita, segundo um operador. A taxa de corte foi de R$ 1,5862.

Mais conteúdo sobre:
DólarCâmbioMercado Financeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.