Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Previsão de inflação sobe e do PIB cai, mostra pesquisa

As projeções de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2003 subiram de 9,55% para 9,61% na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) com um grupo de aproximadamente 80 instituições financeiras. O porcentual estimado ainda é menor que os 9,74% de há quatro semanas, mas ficou ainda mais distante da meta de 8,5%. Foi a primeira vez, em várias semanas, que as projeções para o IPCA subiram na pesquisa do BC.A previsão de IPCA para 2004, no entanto, permaneceu estável em 6,20%, contra um centro de meta de 5,5%. As estimativas de IPCA em 12 meses à frente subiram de 6,25% para 6,48% . A nova projeção superou os 6,47% de inflação em 12 meses estimada há quatro semanas. As projeções para setembro do corrente ano aumentaram de 0,57% para 0,63%, e as estimativas para outubro ficaram estáveis em 0,50%. As estimativas de mercado para o reajuste dos preços administrados em 2003 subiram de 13,28% para 13,50%. As projeções para 2004, no entanto, ficaram estáveis em 8%, porcentual maior que os 6,20% de IPCA projetado para o próximo ano. Previsão sobre PIB cai de 1,03% para 0,94% As projeções de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2003 caíram de 1,03% para 0,94%. As previsões de crescimento para o próximo ano continuaram estáveis em 3%, contra uma estimativa oficial de 3,5% de expansão do PIB em 2004. Selic As projeções de mercado para a taxa Selic no final de setembro caíram de 20,50% para 20,30%. O porcentual projetado embute uma expectativa de queda da taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) a se iniciar amanhã de 1,7 ponto porcentual. As estimativas de taxa Selic para o fim de outubro, por sua vez, foram reduzidas de 19,50% para 19%. As previsões para a taxa de juros no final do ano, no entanto, ficaram estáveis em 18%. As previsões para o final de 2004 também se mantiveram inalteradas em 15% ao ano. Câmbio As estimativas de mercado para a taxa de câmbio no fim de 2003 caíram de R$ 3,15 para R$ 3,14. As projeções para o final de 2004 recuaram de R$ 3,40 para R$ 3,37. As expectativas para o câmbio no fim de setembro ficaram estáveis nos mesmos R$ 3,00 da pesquisa anterior e as previsões para o final de outubro caíram de R$ 3,05 para R$ 3,02. As projeções de taxa média de câmbio para 2003 ficaram estáveis em R$ 3,12, e as expectativas de taxa média de câmbio para o próximo ano caíram de R$ 3,30 para R$ 3,27. Investimentos estrangeiros As projeções de mercado para o investimento direto estrangeiro em 2003 ficaram estáveis em US$ 8,50 bilhões. As previsões para o próximo ano também não se alteraram e permaneceram nos mesmos US$ 12 bilhões da pesquisa anterior.Relação dívida-PIBAs projeções de mercado para a dívida líquida do setor público em 2003 subiram de 55,15% para 55,50% do Produto Interno Bruto (PIB). As estimativas para 2004 subiram, por sua vez, de 53,50% para 54% do PIB, ficando mais distante da meta do governo de reduzi-la para um patamar inferior aos 50% do PIB. Déficit em conta-correnteAs estimativas de mercado para o déficit em conta corrente de 2003 recuaram de US$ 1,50 bilhão para US$ 1,10 bilhão. As previsões de déficit em conta corrente para o próximo ano, no entanto, ficaram estáveis nos mesmos US$ 5 bilhões da pesquisa anterior. As estimativas de superávit da balança comercial em 2003 subiram, ao mesmo tempo, de US$ 19,10 bilhões para US$ 20 bilhões. As previsões de superávit no próximo ano também foram elevadas de US$ 15,60 bilhões para US$ 15,98 bilhões.

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