Tasso Marcelo/Estadão - 26/5/2011
Tasso Marcelo/Estadão - 26/5/2011

Previsão de produção de aço é revisada para alta de 9,2%

Nova siderúrgica e exportações motivaram alteração; indústria deve produzir 32 milhões de toneladas

Denise Luna e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2017 | 05h00

RIO - O Instituto Aço Brasil (IABr) revisou para cima a previsão da produção de aço bruto para este ano, estimada agora em 34,154 milhões de toneladas, alta de 9,2% em relação ao ano passado, ante crescimento de 3,8% previsto anteriormente.

De acordo com o presidente executivo do IABr, Marco Polo Lopes, a melhora da projeção nada tem a ver com uma possível recuperação da economia brasileira, que continua com a indústria de construção civil parada e poucas obras de infraestrutura em andamento. De janeiro a outubro, as vendas internas de aço no Brasil cresceram 0,9%, para 14 milhões de toneladas, um retorno ao patamar de 2005.

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Lopes explica que os fatores que levaram a números melhores foram o aumento de exportação e a entrada em operação de uma nova usina no País em 2017, a Companhia Siderúrgica de Pecém, no Ceará. De janeiro a outubro as exportações cresceram 14,3% em volume e 41,6% em valores.

“A produção aumentou, mas pelo efeito Pecém (usina) e pelas exportações, que são ainda a única saída para o setor conseguir manter o porcentual de capacidade instalada”, disse Lopes.

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Segundo ele, a crise fez o setor siderúrgico perder 46 mil vagas de trabalho, após o fechamento de 78 unidades. E mesmo as exportações não estão nos seus melhores dias, afirmou Lopes: além do excesso de capacidade de aço no mundo – que satura o mercado e reduz o preço –, o segmento não recebeu do governo federal a esperada ampliação da alíquota do Reintegra, programa que devolve parte dos tributos cobrados na cadeia produtiva de produtos exportados.

A ampliação do Reintegra é colocada pelo IABr como medida emergencial para impulsionar a indústria siderúrgica, que atravessa a maior crise de sua história, segundo Lopes.

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O executivo lembrou que a alíquota atual do Reintegra, de 2%, deveria subir para 3% e, “numa canetada”, o governo cancelou a elevação. Para resolver o impasse, Lopes informou que o instituto vai entrar na Justiça contra o governo e já está em processo de escolha do escritório de advocacia.

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