Previsão de reajuste dos combustíveis

O texto da ata da reunião do Copom realizada na semana passada afirma que os preços internos dos derivados de petróleo devem ser reajustados no segundo semestre a um porcentual acima do previsto. Isso ocorrerá, de acordo com a ata, devido ao fato de ter ficado claro que o choque de preços desta commodity é "persistente". "Os preços ficaram muito acima do nível que se esperava após a reunião de março da Opep", segundo o documento. A previsão do Copom é que o preço médio do barril de petróleo do tipo brent fechará este ano em aproximadamente US$ 27. Especula-se sobre alternativas a aumento O aumento nos preços dos combustíveis, autorizado pelo governo em março, está começando a fazer efeito nas contas públicas. Em maio, a conta-petróleo, que contabiliza a diferença entre o preço do petróleo no mercado internacional e o preço praticado internamente pela Petrobras, registrou um superávit de cerca de R$ 60 milhões. Com isso, o déficit acumulado foi reduzido de R$ 430 milhões para aproximadamente R$ 370 milhões.O resultado da conta-petróleo está estimado no Orçamento desse ano em um superávit de R$ 3,5 bilhões. Ou seja, o governo precisa obter receitas nesse valor para cumprir a meta de resultado do setor público. A opção mais provável para se alcançar esse resultado é um novo aumento no preço dos combustíveis a partir de julho. Especula-se sobre alternativas para diminuir o porcentual do aumento, como usar recursos da Petrobras, o que lesaria os acionistas minoritários, ou não cumprir a meta de superávit, transferindo recursos de outros itens do orçamento para compensar a perda, o que provocaria novos cortes ou aumentos de impostos.O secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa, não confirmou se o governo usará recursos da Petrobras para compensar parte do aumento nos combustíveis. Segundo ele, a equipe econômica vai perseguir a meta de superávit global como fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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