Previsão de US$ 180 bi para exportações está mantida

A alardeada ousadia da nova política industrial na área das exportações sucumbiu, ainda no seu anúncio, ontem, às incertezas sobre a demanda internacional e o ambiente de valorização do real. A meta de embarques para este ano, fixada em US$ 180 bilhões pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, não aumentou nem um décimo por causa do plano. E o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, admitiu que a elevação da fatia do Brasil nas exportações globais a 1,25%, em 2010 não é uma meta segura da nova política.?Essa não será uma tarefa fácil, por causa da possível desaceleração da economia mundial nos próximos anos. Mas é factível?, resumiu Coutinho. ?Nós mantemos a meta de exportações deste ano. O desafio, com esse saco de bondades, está na reação dos exportadores?, reconheceu Miguel Jorge, titular do Ministério do Desenvolvimento. Batizada de Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), o pacote anunciado ontem pelo governo Lula envolveu sete medidas de estímulo e duas de elevação dos subsídios, de caráter geral, e desonerações tributárias setoriais.Uma das mais controversas desonerações da PDP ficou restrita apenas aos exportadores de software e de serviços de tecnologia da informação, por serem setores nos quais as despesas com mão-de-obra alcançam até 60% do custo total. Trata-se da redução - de 20% para até 10% - da contribuição patronal para a Previdência Social sobre a folha de pagamento, conforme o desempenho exportador. Nas mesmas condições, esses segmentos também serão agraciados com a isenção da contribuição ao Sistema S (Sesi, Senai e Sesc). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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