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Previsão do mercado para a inflação em 2017 cai pela décima vez seguida

Relatório Focus mostra que a previsão do IPCA caiu de 4,01% para 3,93%; alta do PIB sobe de 0,47% para 0,50%

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2017 | 09h01

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas projeções para o IPCA neste ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 15, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 4,01% para 3,93%. Há um mês, estava em 4,06%. A projeção para o IPCA de 2018 também diminui na semana e foi de 4,39% para 4,36%, ante 4,39% de quatro semanas atrás.

As estimativas de mercado divulgadas no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo (ou seja, uma inflação entre 3,0% e 6,0%).

Em abril, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA encerrou o mês com alta de 0,14%. Já o IPCA-15 de maio, considerado uma prévia da inflação oficial do mês, será divulgado no próximo dia 23.

RELEMBRE: Previsão do mercado para a inflação em 2017 cai pela nona vez seguida

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada na terceira semana de abril, o Banco Central informou suas projeções de inflação. No cenário de mercado - que utiliza câmbio e juros variáveis -, a projeção é de 4,1% para 2017 e de 4,5% para 2018.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,72% para 4,70% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,59%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para maio de 2017 passou de alta de 0,51% para avanço de 0,50%. Um mês antes, estava em 0,43%. No caso de junho, a previsão de inflação do Focus seguiu em 0,23%, mesma projeção observada há quatro semanas. 

PIB. A mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de alta de 0,47% para avanço de 0,50%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,40%. Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta, de 2,50%. Há quatro semanas, a expectativa estava no mesmo patamar.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em abril, os diretores do Banco Central afirmaram que os indicadores permanecem compatíveis com a estabilização da atividade econômica ao longo de 2017.

Apesar da revisão positiva na estimativa de PIB para 2017, as projeções para a produção industrial no relatório Focus ficaram mais tímidas. O avanço projetado para 2017 passou de 1,49% para 1,25%. Há um mês, estava em 1,26%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,50%, ante 2,28% de quatro semanas antes.

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Selic. Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic no fim de 2017 e de 2018. A mediana das previsões para a Selic ao fim deste ano seguiu em 8,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar.

O relatório indicou que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 também permaneceu em 8,50% ao ano, igual ao projetado há um mês.

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O Copom anunciou mês passado corte de 1 ponto porcentual da Selic, para 11,25% ao ano, como esperado pelo mercado. No entanto, a ata do encontro deixou a porta aberta para a intensificação dos cortes. Isso porque, em trecho do documento, os diretores argumentaram que a evolução da conjuntura econômica "já permitiria uma intensificação do ritmo de flexibilização monetária maior do que a decidida nessa reunião (de abril)". Ainda assim, em função das incertezas, a opção foi por um corte de 1 ponto naquela ocasião.

A Selic média de 2017, por sua vez, foi de 10,25% para 10,22% ao ano. Há um mês, a mediana da taxa média projetada era de 10,31%. No caso de 2018, a Selic média permaneceu em 8,50%. Quatro semanas antes, estava em 8,63%.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a taxa básica terminará 2017 em 8,25% ao ano, ante expectativa de 8,50% ao ano uma semana atrás e um mês antes. O Top 5 também reduziu a projeção para a Selic no fim de 2018, para 8,13% ao ano, ante 8,50% ao ano observado uma semana atrás e um mês antes.

Câmbio. O relatório mostrou que a cotação do dólar deve encerrar 2017 em R$ 3,25, segundo estimativas do mercado. Há uma semana, esse valor era de R$ 3,23, mesmo patamar de um mês atrás. Já o câmbio médio de 2017 seguiu em R$ 3,18 de uma semana para outra, de R$ 3,17 há quatro semanas.

No caso de 2018, a projeção para o câmbio no fim do ano caiu para R$ 3,36, contra R$ 3,40 estimados há uma semana e há um mês. Já a projeção para o câmbio médio no próximo ano foi de R$ 3,34 para R$ 3,33, ante R$ 3,35 de quatro semanas atrás.

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