André Dusek/Estadão
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Coluna

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Previsão do mercado para a inflação em 2017 cai pela nona vez seguida

Segundo relatório Focus, economistas esperam IPCA de 4,01%; a previsão de alta do PIB subiu de 0,46% para 0,47% e a previsão para a taxa básica de juros segue em 8,50%

Fabrício de Castro, Broadcast

08 de maio de 2017 | 08h42

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir levemente suas projeções para o IPCA neste ano. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 8, pelo BC, mostra que a mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 4,03% para 4,01%. Há um mês, estava em 4,09%. Por outro lado, a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,30% para 4,39%, ante 4,46% de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas no Focus indicam que a expectativa é que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).

Em abril, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 - considerado uma espécie de prévia da inflação oficial - encerrou o mês com taxa de 0,21%. Já o IPCA de abril será divulgado na próxima quarta-feira, dia 10.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), publicada na terceira semana de abril, o Banco Central informou suas projeções de inflação. No cenário de mercado - que utiliza câmbio e juros variáveis -, a projeção é de 4,1% para 2017 e de 4,5% para 2018.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,64% para 4,72% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,60%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para abril de 2017 passou de 0,20% para 0,18%. Um mês antes, estava em 0,31%. No caso de maio, a previsão de inflação do Focus seguiu em 0,52%, ante 0,51% de quatro semanas atrás. 

PIB. A mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de alta de 0,46% para avanço de 0,47%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,41%. Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta, de 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava no mesmo patamar.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em abril, os diretores do Banco Central afirmaram que os indicadores permanecem compatíveis com a estabilização da atividade econômica ao longo de 2017.

As projeções para a produção industrial indicaram um cenário de recuperação neste e no próximo ano. O avanço projetado para 2017 passou de 1,47% para 1,49%. Há um mês, estava em 1,20%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,50%, ante 2,19% de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 passou de 51,40% para 51,50% no Focus. Há um mês, estava nos mesmos em 51,50%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus seguiram em 55,00%, igual ao verificado um mês atrás.

Selic. Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic no fim de 2017 e de 2018. A mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 8,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. O relatório indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 permaneceu em 8,50% ao ano, igual ao projetado há um mês.

A Selic média de 2017 foi de 10,28% para 10,25% ao ano. Há um mês, a mediana da taxa média projetada era de 10,31% anuais. No caso de 2018, a Selic média passou de 8,56% para 8,50%. Quatro semanas antes, estava em 8,63%.

Câmbio. A cotação da moeda americana estará em R$ 3,23 no encerramento de 2017. Este é o mesmo valor projetado uma semana e um mês atrás. O câmbio médio de 2017 seguiu em R$ 3,18, igual a um mês antes.

No caso de 2018, a projeção para o câmbio no fim do ano subiu de R$ 3,38 para R$ 3,40. Quatro semanas antes, estava em R$ 3,37. Já a projeção para o câmbio médio no próximo ano foi de R$ 3,35 para R$ 3,34, ante os mesmos R$ 3,34 de quatro semanas atrás.

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