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Previsão para a dívida líquida do setor público em relação ao PIB em 2010 sobe para 40,3%

Apesar desse aumento da estimativa, a trajetória do indicador tem sido de queda ao longo dos últimos anos

Fernando Nakagawa e Fabio Graner, da Agência Estado,

29 de dezembro de 2010 | 11h45

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, anunciou o aumento da previsão para o patamar da dívida líquida do setor público em relação ao PIB em 2010. De acordo com números apresentados, a estimativa oficial para o indicador subiu de 40% do PIB para 40,3% no fim de dezembro deste ano.

Apesar desse aumento da estimativa, Maciel chama a atenção para o fato de que a trajetória do indicador tem sido de queda ao longo dos últimos anos. Para 2011, a trajetória deve se repetir, uma vez que a previsão oficial do BC é que a dívida deve recuar para 37,8% do PIB no fim do próximo ano.

Durante a entrevista, Túlio Maciel comentou que há expectativa de que o governo central cumpra a meta de 2,15% do PIB para 2010. Nos 12 meses até novembro, o superávit primário dessa esfera soma 1,80% do PIB. "Esperamos um resultado bastante favorável em dezembro e que vai elevar o patamar do superávit primário em relação ao PIB. Esperamos que eleve significativamente até o fim do ano", diz. "O governo central tem situação mais confortável que os governos regionais".

Ele explicou que Estados e municípios ainda sofrem alguns efeitos da crise financeira no que diz respeito à arrecadação. Ao mesmo tempo, foi observado aumento dos gastos nos últimos meses.

Diante da possibilidade de que Estados e municípios não cumpram a meta, ele ressaltou que "o governo tem a prerrogativa de abater investimento do PAC".

Gastos com juros

O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, anunciou que a instituição prevê que o gasto com juro deve fechar o ano de 2011 equivalente a 4,8% do PIB. Para 2010, a autoridade monetária prevê que a conta deve somar 5,4% do PIB. Se confirmado, o número deste ano será ligeiramente maior que o registrado em 2009, quando a despesa somou 5,37% do PIB.

Maciel afirmou que o gasto nominal com juros de janeiro a novembro somou R$ 175,834 bilhões, o maior gasto nominal registrado desde o início da série em 2001. Esse valor corresponde a 5,31% do PIB. Nesse caso, quando o resultado é comparado ao tamanho da economia, o valor do acumulado do ano é o menor da série para os 11 meses.

Maciel também anunciou a previsão oficial do BC para o déficit nominal do setor público em 2011, quando o indicador deve ficar em 1,7% do PIB. Para 2010, a previsão é que o número fique em 2,3% do PIB. Nos últimos 12 meses até novembro, o patamar da conta já está em 2,74% do PIB.

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