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Previsão para alta dos combustíveis pode mudar, alerta BC

Os diretores do Banco Central (BC) alertam, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada hoje, que, se a alta dos preços do petróleo observada nas últimas semanas se configurar, no médio prazo, como um choque de oferta permanente, será necessário reavaliar a projeção e o seu impacto na inflação.Mesmo com alta recente do preço do produto no mercado internacional, o BC decidiu manter em 9,5% a projeção de aumento da gasolina ao longo de 2004. De acordo com o BC, essa projeção já embutia uma margem para um aumento da gasolina de 11,8% até o final do ano. A ata revela que as projeções já incorporavam um aumento do preço de gasolina de 11,8% para o restante do ano, considerando a queda de preços ocorrida desde janeiro.A ata chama atenção para o fato de que o preço do petróleo "exacerbou" a tendência de elevação que já vinha apresentando anteriormente. Para o BC, cenário mais provável para os próximos meses é de "alguma acomodação" dos preços dados os níveis recordes alcançados recentemente.Economia sólidaAinda que as altas recentes da taxa de câmbio e do preço do petróleo possam ter algum componente duradouro, os diretores do BC avaliaram na ata da última reunião do Copom que a economia brasileira tem todas as condições de absorver esse choque externo sem prejuízos à estabilidade e o crescimento. Segundo a ata, essa avaliação de que a economia é sólida foi unânime pelos membros do Copom. Para eles, essa capacidade de absorver os choques externos está associada à "solidez dos fundamentos" da economia brasileira.Para justificar essa avaliação, o BC destaca o ajuste da conta de transações correntes, que classifica de "expressivo", a redução da parcela da dívida pública com indexação cambial, o quadro consolidado de ajuste das contas públicas, a combinação de taxa de câmbio flutuante com o regime de metas para a inflação, a credibilidade alcançada pela gestão macroeconômica e os sinais de retomada da atividade econômica nos últimos trimestres. De acordo com o BC, esses sinais são "inequívocos".

Agencia Estado,

27 de maio de 2004 | 10h14

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