bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Previsão para o PIB cai para 1,87%, aponta Febraban

Segundo pesquisa, efeitos da crise vão atingir o País com mais intensidade no 1º semestre deste ano

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

05 de fevereiro de 2009 | 13h21

A Pesquisa Febraban de Projeções e Expectativas de Mercado, realizada com 34 instituições financeiras, apontou que a mediana das estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 registrou um desaquecimento, passando de 2,56% em dezembro para 1,87% em janeiro. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise Na avaliação do economista-chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Rubens Sardemberg, a economia brasileira sentiu com muita força os impactos da crise de crédito global, o que foi inclusive registrado por indicadores recentes, como a queda de 12,4% da produção industrial em dezembro ante novembro.  "O País deve registrar os efeitos da crise com mais intensidade no primeiro semestre deste ano. Mas não se trata de uma conjuntura marcada por recessão, pois haverá uma expansão que deve ganhar mais vigor pois terá um incremento do Produto Interno Bruto, que deve ganhar um pouco mais de intensidade no segundo semestre", considerou. De acordo com o estudo apurado pela Febraban, a produção industrial será um dos principais componentes responsáveis pelo desaquecimento do PIB neste ano, pois a pesquisa indica que a atividade do setor manufatureiro deve reduzir seu ritmo de um aumento de 2,74%, previsto na pesquisa de dezembro, para 1,29%.  Com a redução da atividade das fábricas e de outras empresas, a expansão da Formação Bruta de Capital Fixo também deve diminuir seu ritmo de uma elevação de 4,68% para 2,98%.  Crédito Os dados apontam que a expansão do estoque das operações de crédito da carteira total em 2009 desacelerou de aumento de 18,19% em dezembro para 16,18%. De acordo com Sardemberg, o declínio está relacionado aos efeitos da crise financeira internacional e provoca um desaquecimento expressivo do nível de atividade do País. Segundo o levantamento, as operações de crédito para pessoa física, que incluem consignado, devem reduzir neste ano o ritmo de incremento, de 18,78% para 16,81%. No caso da pessoa jurídica, a previsão para o aumento dos financiamentos caiu de 20,59% para 19,09%. Sardemberg afirmou que ocorreu uma expansão da estimativa da taxa de inadimplência acima de 90 dias para 2009, de 4,88% para 4,94%. Na avaliação do economista-chefe, mais importante que o avanço pontual da pesquisa realizada em dezembro passado para a atual é a tendência de aumento da inadimplência. Em setembro do ano passado, a projeção para 2009 era de 4,32%, e desde então vem subindo constantemente.  "A avaliação de que este indicador vai subir é inevitável pois a crise financeira internacional trouxe muitas incertezas sobre a evolução da economia internacional, sobretudo no curto prazo, e isso é um dado importante", considerou.

Tudo o que sabemos sobre:
Crise FinanceiraBancosPIBCrédito

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.