Dario Oliveira|Estadão
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Primeira empresa a estrear na Bovespa depois de 15 meses pode movimentar até R$ 1 bilhão

A empresa de diagnósticos por imagem Alliar deve quebrar o jejum de IPOs no Brasil

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2016 | 15h41

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da empresa de diagnósticos por imagem Alliar, do fundo de private equity Pátria, poderá levantar até R$ 1,037 bilhão. Esse valor considera o teto da faixa de preço estimada para a oferta, de R$ 19 a R$ 25, e inclui ainda a colocação dos lotes adicional e suplementar. Está se encaminhando, assim, o primeiro IPO na Bolsa brasileira em mais de um ano, diante de uma seca no mercado de empresas estreantes com a forte recessão que atravessa o País.

A Bolsa brasileira não é palco de IPOs há 15 meses, sendo o último o da Par Corretora. Em 2014, apenas um IPO movimentou o mercado, o da empresa do setor veterinário Ourofino.

Segundo o prospecto preliminar atualizado, a Alliar irá distribuir inicialmente 30.722.946 de ações ordinárias, divididas em uma oferta primária de 13.953.489 ações e secundária, dos acionistas vendedores, de 16.769.457. Com isso, cerca de R$ 306,9 milhões iriam para o caixa da empresa. Considerando o lote adicional, que contempla até 20% do total das ações inicialmente ofertadas, ou 6.144.589 papéis, e o lote adicional, de 15% do total, ou 4.608.441, a oferta pode ser de até 41.475.976 ON.

Entre os acionistas vendedores na oferta secundária estão o fundo Kinea, do Itaú Unibanco, e médicos acionistas da companhia.

Considerando que todas as ações sejam colocadas, incluindo os dois lotes, o fundo Pátria reduzirá sua participação de 25,4% para 22,4%, tendo em vista a diluição que haverá por conta da emissão de novas ações para a oferta primária. A fatia dos fundos do Kinea sairá de 7% para 1,6% ao final da oferta. O médio Sérgio Tufik poderá reduzir sua fatia na Alliar de 23,1% para 17,2% e Roberto Kalil Issa de 17,1% para 12,8%. Ao todo são cerca de 80 médicos participantes na oferta secundária da Alliar.

O procedimento de coleta de intenções de investimento, chamado de bookbuilding, será encerrado no dia 26 de outubro, dia em que será fixado o preço da ação. A projeção, assim, é que a Alliar estreie na Bolsa brasileira no dia 28 de outubro.

A Alliar abrirá seu capital no Novo Mercado, segmento de mais elevada exigência de governança corporativa da BM&FBovespa. Os coordenadores da oferta são o Itaú BBA (líder), Bank of America Merrill Lynch e Santander.

No primeiro semestre do ano a Alliar registrou uma receita líquida de R$ 438,8 milhões, alta de 31,8% em relação ao observado no mesmo período do ano passado. O número de unidades de atendimento era ao final de junho 104, ante 86 no mesmo intervalo de 2015.

Outras ofertas. A fila de empresas que aguarda uma janela para abertura de capital na Bolsa brasileira não para de crescer, diante da melhora da expectativa em torno da economia. Fontes de bancos de investimento afirmam que ao longo das últimas semanas o movimento tem sido grande e há previsão de que algumas empresas abram o capital ainda neste ano, movimento esperado para continuar no ano que vem. Empresas com bom histórico, como no caso do Carrefour, devem atrair o investidor estrangeiro, aquele que tradicionalmente viabiliza as ofertas de ações no Brasil.

Além da Alliar, a Log Comercial, controlada da MRV, está com pedido de sua oferta em análise junto à Comissão de Valores Mobiliários, mas ainda precisa atualizar seu prospecto para poder aproveitar a janela de outubro.

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