Eduardo Monteiro/Divulgação
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Primeira estimativa da safra 2016/17 prevê produção recorde

Com perspectivas melhores para o clima, Conab espera que a safra fique entre 210,5 milhões e 214,8 milhões de toneladas, um crescimento de 13% a 15,3%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2016 | 10h49

SÃO PAULO - A produção brasileira de grãos na safra 2016/17, em fase inicial de plantio, deve ficar entre 210,5 milhões e 214,8 milhões de toneladas. O resultado corresponde a um aumento entre 13% a 15,3% em comparação com a safra anterior 2015/16, que foi de 178,7 milhões de t. Os números fazem parte do primeiro levantamento de intenção de plantio da safra 2016/17, divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O presidente da Conab, Marcelo Bezerra, afirmou que a previsão, se confirmada, vai superar as perdas da safra 2015/2016. A produção atingiu 186,3 milhões de toneladas na safra anterior, por causa de problemas decorrentes do clima - em especial, com o fenômeno do El Niño. Se forem confirmados os 214,8 milhões de toneladas para a safra atual, a produção será recorde, de acordo com a Conab.

A soja, principal cultura de verão, deve registrar crescimento entre 6,7% e 9,0%, para 101,9 milhões a 104 milhões de t. A primeira safra de milho deverá ter produção superior à anterior, após três anos consecutivos de queda. A Conab projeta produção de 26,3 milhões a 27,7 milhões de t do cereal, correspondendo a um aumento de 1,6% a 7,3% ante 2015/16.

Já a safra de arroz, que foi prejudicada pelo clima chuvoso no Rio Grande do Sul (principal Estado produtor) no ano passado, deve alcançar entre 11,6 milhões e 12 milhões de t (aumento de 9% a 13,5%).

A primeira safra de feijão, cultura considerada vilã da inflação, por causa da redução da oferta, deve aumentar entre 11,9% e 18,7%, para entre 1,16 milhão e 1,23 milhão de t.

A Conab estima, ainda, a safra de algodão em pluma entre 1,41 milhão e 1,48 milhão de t, o que representa elevação de 9,3% a 15,1% em comparação com a safra 2015/16.

A área plantada na safra 2016/17 deve ficar entre 58,5 milhões e 59,7 milhões de hectares. O crescimento previsto poderá ser de até 2,3% se comparada com a safra 2015/16, que foi de 58,3 milhões de hectares. Com exceção do algodão, todas as demais culturas de primeira safra tiveram incremento de área plantada, informa a Conab. 

Clima. O superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Aroldo Antônio de Oliveira Neto, afirmou que o clima apresenta um prognóstico positivo. "Está tudo normal", afirmou. A safra anterior, de 2015/2016, foi impactada pelo clima, em especial pelo fenômeno do El Niño, que prejudicou culturas importantes, como a do arroz, feijão e milho. Desta vez, a Conab espera que o clima não seja uma dificuldade. 

Oliveira Neto destacou, ainda, que o crédito rural, na atual safra, foi disponibilizado dentro do prazo correto, o que ajudou os produtores. Além disso, os preços ao produtor, atualmente, cobrem os custos de produção. "Há rentabilidade em todas as culturas", disse. 

Ao avaliar as culturas, Oliveira Neto citou a redução de área de algodão na Bahia, mas lembrou que o principal produtor, Mato Grosso, apresentará manutenção de área ou mesmo um incremento. No caso do arroz, conforme o superintendente, há crescimento de produção na Bahia, o que pode ser atribuído à abertura de novas áreas. 

Oliveira Neto destacou ainda os números do feijão, considerados "muito bons", e o incremento de áreas na produção de milho na região Sul. "O quadro de oferta e de demanda nos dá tranquilidade para o ano", destacou o superintendente.  

Oliveira Neto citou ainda o desempenho das culturas de inverno. Segundo ele, aveia, canola, centeio e cevada "estão de vento em popa", com destaque para o Rio Grande do Sul. "Estamos prevendo maior safra de trigo para os próximos anos. No trigo, há áreas novas, como em Goiás. E vamos incluir aveia em Minas Gerais no ano que vem", afirmou. 

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