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Primeira greve geral contra Duhalde tem baixa adesão

O presidente Eduardo Duhalde sofreu nesta quarta-feira sua primeira greve geral. A paralisação, convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) dissidente, uma das três centrais sindicais argentinas, não obteve grande adesão, já que os transportes públicos urbanos funcionaram normalmente. No entanto, o líder da CGT dissidente, Hugo Moyano, conseguiu levar milhares de pessoas à Praça de Mayo, na frente da Casa Rosada, a sede do governo, para protestar contra a política econômica do governo Duhalde e a possibilidade de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI)."Não podemos ficar mendigando na frente de todo o mundo, nem se arrastando como uma minhoca", disse Moyano, em referência aos desesperados pedidos do governo Duhalde para obter uma ajuda financeira do Fundo Monetário. O líder sindical também criticou o presidente, ao afirmar que "aqueles que diziam que o modelo estava esgotado e que era necessário mudá-lo, agora não têm coragem de fazê-lo".O Centro de Buenos Aires tornou-se um caos. Enquanto grupos de aposentados realizavam sua tradicional manifestação das quartas-feiras ao redor do Congresso Nacional, manifestantes da CGT dissidente bloquearam o trânsito nas principais avenidas do centro da capital argentina.Recessão"Quisemos dirigir um jumbo com pilotos de um teco-teco". Com estas palavras, Oscar Vicente, vice-presidente do Grupo Pérez Companc, um dos maiores holdings de capital argentino, explicou que "pensávamos que este era um país lucrativo, mas é ineficiente e pouco competitivo".As declarações de Vicente não foram as únicas de tom crítico. Durante um encontro realizado na cidade de Rosário pelo Colóquio Idea, os principais empresários do país diagnosticaram que se a economia conseguisse se recuperar miraculosamente, em um período entre dois e cinco anos o país poderia ter o mesmo nível de atividade econômica que possuía em 2001. A perspectiva não é otimista, já que em 2001 o país acumulava três anos de recessão.No comércio, a frustração com o governo e a desvalorização da moeda também é significativa. Uma pesquisa feita pela Coordenadoria de Atividades Mercantis Empresariais (CAME) indicou que ao contrário das promessas do governo, a desvalorização da moeda não reaqueceu a economia, e somente provocou maiores quedas nas vendas. Essa é a opinião de 94,3% dos comerciantes argentinos. Segundo a CAME, nos primeiros cinco meses deste ano as vendas despencaram 50% em relação ao mesmo periódo do ano passado.

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