Primeira prévia de setembro do IGP-M fica em 1,13%

A primeira prévia do IGP-M de setembro fechou em 1,13%, 0,12 ponto porcentual acima da prévia equivalente de agosto, de 1,01%. Essa foi a mais elevada primeira prévia desde agosto de 2000 (1,58%). Enquanto a inflação no atacado avançou de 1,30% para 1,54% de agosto para setembro, no varejo houve redução do aumento que era de 0,67% em agosto, para 0,42% em setembro.Segundo o coordenador de análise econômica da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, os resultados demonstram que é clara a tendência de desaceleração da inflação ao consumidor. Isto porque a alimentação, apesar da leve alta, deve pressionar menos e o efeito dos reajustes das tarifas dos preços administrados desapareceram.Na primeira prévia de setembro a inflação do grupo alimentos no varejo aumentou de 1,03%, enquanto em agosto ficou em 0,98%. Mas no índice de preços ao consumidor predominam quedas na taxa de inflação dos demais grupos. No grupo de habitação o maior destaque foi a diminuição de preços do gás de botijão (-6,72%), no que foi a maior contribuição de queda de todos os índices medido.No atacado, o principal foco de aceleração de preços na primeira prévia de setembro do IGP-M apareceu nas matérias-primas brutas (4,15%). Na prévia de agosto, o segmento havia subido 1,96%. Isoladamente as duas maiores contribuições para a inflação no atacado foram de bovinos (7,64%) e óleo de soja refinado (10,95%). A contribuição desses dois produtos (de 0,6 ponto porcentual) responderam por quase metade da inflação de 1,54% no atacado no período, conforme levantamento da FGV. Em contrapartida, o grupo de alimentos registrou desacleração de preços no atacado de 1,72% em agosto para 1,12% em setembro.O índice Nacional de Construção Civil (INCC) fechou a primeira prévia com alta de 0,55%, ante a taxa de 0,19% de agosto. No ano o IGPM acumula alta de 9,17% e nos últimos 12 meses de 11,92%. No atacado a inflação acumula 11,42% este ano e 14,51% no período de 12 meses. No varejo, as taxas são de 5,19% no ano e de 7,38% em 12 meses. Na construção civil o índice acumulado no ano fica em 6,74% e 9,13% em 12 meses.

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