Primeira prévia do IGP-M de novembro fica em 0,33%

A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ficou em 0,33% em novembro, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em outubro, a primeira prévia do indicador ficou em 0,05%. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado (entre 0,10% a 0,36%), mas acima da mediana das expectativas (0,31%). A FGV divulgou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de novembro. O Índice de Preços por Atacado (IPA-M) ficou em 0,31%, ante alta de 0,04% apurada em igual período em outubro. No atacado, a FGV informou ainda que houve queda de 1,37% nos preços dos produtos agrícolas no período, ante deflação de 0,78% observada na primeira prévia do indicador em outubro, sendo que os preços dos produtos agrícolas acumulam alta de 1,18% no ano e de 1,53% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais no atacado, no âmbito da primeira prévia do IGP-M de novembro, subiram 0,90%, ante aumento de 0,33% registrado em igual período em outubro, e acumulam altas de 18,24% e de 19,14%, respectivamente no ano e em 12 meses. Por sua vez o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) ficou em 0,15% na primeira prévia do indicador em novembro, ante queda de 0,06% em igual período em outubro. Por fim, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-M) ficou em 0,93%, ante elevação de 0,43% apurada na primeira prévia do IGP-M de outubro. No ano, o IGP-M acumula alta de 11,05%. Em 12 meses, o indicador tem elevação de 11,73%. O período de coleta de preços da primeira prévia do IGP-M de novembro vai do dia 21 a 31 de outubro. Varejo No varejo, os preços do grupo Transportes apresentaram a aceleração de preços mais expressiva, da primeira prévia do IGP-M de outubro para igual período do indicador em novembro, passando de queda de 0,40% para aumento de 1,42% no período. De acordo com a FGV, os preços do grupo Transportes acumulam altas de 6,05% no ano; e de 6,73% em 12 meses. Dos sete grupos que formam o indicador de varejo, quatro apresentaram aceleração de preços no período. Além de Transportes, é o caso de Alimentação (de queda de 0,78% para deflação de 0,65%), que acumula altas de 5,47% no ano, e de 5,75% em 12 meses; Vestuário (de 0,68% para 1,01%) que registra elevação de 4,64% no ano, e aumento de 4,51% em 12 meses; e Educação, Leitura e Recreação (de 0,09% para 0,15%) que acumula avanços de 6,48% e de 7,59%, respectivamente no ano e em 12 meses. Os outros grupos apresentaram recuo de preços, da primeira prévia de outubro para a primeira prévia de novembro. É o caso de Habitação (de 0,28% para 0,21%) que registra altas de 5,07% no ano e de 5,18% em 12 meses; Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,53% para 0,26%) que tem aumentos de 5,28% no ano e de 5,55% em 12 meses; e Despesas Diversas (de 0,28% para 0,11%) que acumula altas de 5,37% e de 8,51% no ano e em 12 meses. Por produtos, as altas mais expressivas de preço no varejo foram apuradas em gasolina (3,09%); álcool combustível (7,97%) e plano seguro saúde (0,93%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas em tomate (-19,13%); cebola (-14,16%) e leite tipo longa vida (-2,70%). Construção Civil Já no âmbito do INCC-M, que abrange o setor da Construção Civil, foram apuradas altas de preço nos segmentos de Materiais e Serviços (de 0,80% para 1,49%) e de Mão-de-Obra (de zero para 0,28%). Bens Intermediários Os preços dos Bens Intermediários no atacado subiram 1,38% no âmbito da primeira prévia do IGP-M de novembro, ante alta de 0,51% na primeira prévia do mesmo indicador em outubro. As informações constam da nova estrutura de apresentação do Índice de Preços por Atacado (IPA), segundo estágios de processamento (IPA-EP), divulgado pela primeira vez essa semana pela fundação, e que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva. O IPA-EP é composto de três grupos: Bens Intermediários, no qual estão incluídos materiais para a manufatura, como o aço, e combustíveis para a produção; Bens Finais e Matérias-Primas Brutas. A FGV informou ainda que os preços dos Bens Intermediários acumulam altas respectivas de 24,45% e de 25,27% no ano e em 12 meses. Já os preços dos Bens Finais tiveram queda de 0,39% na primeira prévia do indicador em novembro, ante deflação de 0,79% em igual período em outubro, acumulando altas de 10,19% no ano; e de 10,95% em 12 meses. Por fim, os preços das Matérias-Primas Brutas no atacado caíram 0,76% na primeira prévia de novembro, ante aumento de 0,22% em outubro, registrando elevações de 0,35% e de 0,90% nas taxas acumuladas no ano e em 12 meses, respectivamente. Por produtos, as altas de preço mais significativas no atacado, na primeira prévia de novembro, foram apuradas em querosene para motores (7,17%); óleos combustíveis (3,52%); e óleo diesel (1,14%). Já as mais significativas quedas de preço foram registradas em leite in natura (-2,06%); ovos (-3,36%) e tomate (- 26,62%).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.