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Primeira prévia do IGP-M de setembro fica em 0,21%

A primeira prévia do Índice Geral dos Preços de Mercado (IGP-M) de setembro subiu 0,21%, em relação a alta de 0,16% em igual prévia em agosto. Até a primeira prévia de setembro, o IGP-M acumula elevações de 2,17% no ano, e de 3,19% em 12 meses. O resultado, anunciado nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam um resultado entre 0,20% e 0,30%, e abaixo da mediana das expectativas, que era de 0,23%. Assim como outros indicadores de inflação, o IGP-M é composto por três outros índices: o Índice de Preços no Atacado (IPA), com 60% do total; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com 30%; e o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), com 10%. No atacado, a alta dos preços foi de 0,31%, ante aumento de 0,17% na primeira prévia de agosto. O varejo apresentou deflação de 0,01%, ante elevação de 0,01% na prévia de agosto. A inflação da construção, por sua vez, subiu 0,06% na primeira prévia de setembro, ante elevação de 0,51% na primeira prévia do mês anterior.A aceleração na taxa da primeira prévia do IGP-M, de agosto para setembro (de 0,16% para 0,21%) poderia ter sido mais intensa, não fosse o comportamento favorável de preços em combustíveis importantes e na soja, no atacado. A análise é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.O período de coleta de preços para cálculo da primeira prévia do IGP-M de setembro foi do dia 21 a 30 de agosto.AtacadoA forte aceleração de preços nos produtos agrícolas no atacado (de 0,09% para 1,41%) levou à taxa maior da primeira prévia do IGP-M de setembro, segundo Quadros.Entre os destaques citados pelo economista, estão as elevações expressivas de preços em aves (de -6,79% para 1,47%); milho (de -2,61% para 1,97%) e café (de -5,46% para 2,80%), na passagem da primeira prévia do IGP-M de agosto para igual prévia do indicador em setembro.Além disso, Quadros mencionou outro fator que contribuiu, e muito, para elevar os preços dos produtos agrícolas: a continuidade na elevação de preços da carne bovina, no mesmo período (de 3,91% para 4,74%). Outro exemplo citado pelo economista foi a forte alta de preço da laranja (de 2,78% para 12,69%), no mesmo período. No atacado, as quedas de preço mais expressivas no atacado foram apuradas em açúcar cristal (-8,40%); soja em grão (-0,89%); e feijão em grão (-7,38%). VarejoDe acordo com a FGV, a deflação no IPC, registrada na passagem entre a primeira prévia do IGP-M de agosto para igual prévia do indicador em setembro (de 0,01% para -0,01%) foi influenciada pela queda de preços em Educação, Leitura e Recreação (de 0,45% para -0,26%), no período.As quedas mais expressivas foram registradas nos preços de batata-inglesa (-11,32%); leite tipo longa vida (-2,74%) e cebola (-14,72%). ConstruçãoJá a desaceleração de preços medida pelo INCC, na passagem entre a primeira prévia do IGP-M de agosto para igual prévia do indicador de setembro (de 0,51% para 0,06%), foi influenciada pela elevação menos intensa de preços em materiais e serviços (de 0,37% para 0,12%) e mão-de-obra (de 0,67% para variação zero), no mesmo período.Na primeira prévia do IGP-M de setembro, as altas de preço mais expressivas na construção civil foram apuradas nos preços de tábua de 3ª (1,70%); metais para instalações hidráulicas (0,90%) e ferragens para esquadrias (0,65%).Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em tubos/eletrodutos e conexões-aço/ferro galvanizado (-1,71%); aço CA-50 e CA-60 (-0,18%); e perna 3x3/estronca de 3ª (-0,42%).Fechado de setembroO coordenador da FGV admitiu que o IGP-M fechado de setembro pode até ser maior do que a taxa apurada em agosto (0,37%), "mas se for, será um ajuste". "Minha percepção é de que o IGPs estão em aceleração, mas essa aceleração já foi mais forte", disse o economista, considerando que, em sua avaliação, o ritmo de aceleração nas taxas dos IGPs está diminuindo.Sem fazer previsões numéricas, ele comentou que, ao se analisar os últimos resultados dos IGPs, em ordem de divulgação, é possível notar que o IGP-DI de agosto (0,41%) foi maior do que a taxa apurada pelo IGP-M do mesmo mês. Entretanto, esse patamar de aceleração foi bem pequeno, em comparação com a evolução de outros resultados dos IGPs, no primeiro semestre. "Creio que aceleração nos IGPs está ocorrendo, sim. Mas de forma decrescente", considerou.

Agencia Estado,

12 de setembro de 2006 | 08h45

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