André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Primeiro Copom de Ilan começa com mercado à espera da estabilidade na taxa de juros

Encontro sobre rumos da Selic tem novos diretores; resultado e ata de reunião serão divulgados mais cedo

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2016 | 17h16

BRASÍLIA - A primeira parte da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou às 14h31 desta terça-feira, 19. O primeiro encontro do comitê com Ilan Goldfajn na presidência e quatro novos membros no comitê definirá o novo rumo dos juros básicos da economia, atualmente em 14,25% ao ano. Em massa, o mercado financeiro aposta na manutenção da Selic, que já está parada há um ano neste patamar, mas há muitas novidades em torno desse encontro do colegiado.   

Uma delas é propriamente o início da reunião. Até então, os encontros do comitê começavam no meio da tarde, por volta das 16h30. A partir de hoje, o colegiado começou a debater a política monetária do País às 14h30. A segunda parte da reunião, que ocorrerá na quarta-feira, 20, terá início no mesmo horário, o que deve fazer com que a definição da Selic também seja anunciada logo após as 18h, mais cedo do que o habitual.   

Além disso, ficou definido que a ata do encontro de hoje e amanhã será publicada na próxima terça-feira, 26. Este será o novo padrão, já que até agora o documento era divulgado apenas às quintas-feiras da semana seguinte ao encontro.

Ilan Goldfajn assumiu o cargo em 13 de junho passado. Esta primeira reunião liderada pelo ex-executivo do Itaú também traz nova composição, com a chegada de três diretores de fora da autarquia (Reinaldo Le Grazie, política monetária; Carlos Viana, política econômica e Tiago Berriel, assuntos internacionais), além de o procurador-geral da instituição, Isaac Menezes Ferreira, ter se tornado diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC.   

Juros. Sobre o rumo dos juros, o mercado aposta em peso na estabilidade por causa da indefinição da economia internacional, da inflação corrente ainda elevada, das expectativas em nível alto, apesar de já terem começado a recuar, e dos sinais contrários sobre a recuperação econômica doméstica. 

Em sua sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em de junho, Goldfajn afirmou que o juro começará a cair "quando tivermos condições para isso". Na ocasião, disse que sua gestão terá como foco ações de longo prazo. "Em horizonte não muito distante pretendemos atingir o centro da meta", afirmou. O objetivo do BC é levar o IPCA a 4,5%.  

Uma semana depois, durante cerimônia de transmissão de cargo, o presidente prometeu perseguir o único e claro objetivo do BC, que é o de levar a inflação para a meta. "Perseguiremos inflação baixa e estável", afirmou, acrescentando que não há crescimento sustentável sem essas condições. "Pelo contrário", enfatizou. 

Já no fim do mês passado, durante sua primeira entrevista coletiva, Goldfajn voltou a reforçar que o regime de metas mira o ponto central do objetivo de inflação e que o gerenciamento das expectativas é fundamental nessa questão. Para ele, a meta de 4,5% no ano que vem é ambiciosa, mas, ao mesmo tempo, crível.

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