Giovana/Leme
Giovana/Leme

Primeiro ETF de renda fixa estreia com alta de 0,50% na Bolsa

Fundo foi lançado por gestora coreana; produto segue índice de juros futuros e tem vantagem tributária

Flavia Alemi, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2018 | 18h55

O primeiro ETF de renda fixa do Brasil estreou na B3 nesta segunda-feira com um total de 38 negociações que fizeram o preço da cota subir 0,50%. Formulado pelo grupo financeiro sul-coreano Mirae Asset Global Investments em conjunto com a S&P Dow Jones Indices, esse ETF quer fazer com que o investidor de poupança sinta-se seguro para optar por um ativo mais rentável.

"Acho que essa migração vai ser gradual. Normalmente, demora um pouco até o investidor entender como funciona o índice, mas acho que, no médio prazo, essa é a tendência", afirmou ao Estadão/Broadcast o diretor de Investimentos da Mirae Asset no Brasil, André Pimentel.

Para superar a liquidez "difícil" do mercado secundário dos títulos públicos, a Mirae customizou um índice em parceria com a S&P, o S&P/BM&F de Futuros de Taxas de Juros - DI 3 anos, para espelhar o rendimento do ETF. Ele calcula o desempenho de uma carteira teórica formada por contratos de juros futuros de três anos.

É possível investir no ETF de renda fixa no mercado secundário comprando apenas uma cota, cujo valor inicial no lançamento na B3 foi de R$ 10. No mercado primário, ou seja, novas emissões de cotas, o lote padrão será de 100 mil cotas, com valor mínimo de R$ 1 milhão para investimento, ajustado conforme o valor da cota.

Entre as vantagens listadas por Pimentel sobre o ETF está o benefício fiscal em relação a outros tipos de aplicações de renda fixa: além de ter alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda sobre a rentabilidade, o ETF não tem come-cotas, ou seja, a ocorrência de tributos bianuais. Os títulos públicos, por sua vez, seguem uma alíquota regressiva, que começa em 22,5% para saques em até seis meses, caindo até 15% após dois anos de aplicação.

Nos ônus, a taxa de corretagem pode atrapalhar os investimentos do ETF de renda fixa, dependendo da quantidade. Na Mirae, a taxa de corretagem por operação é de R$ 0,99. "Cabe ao investidor analisar quanto a corretora está cobrando e avaliar se continua ou não. Claro, se ele for investir R$ 10, isso afeta a rentabilidade, mas qualquer valor um pouco mais alto, essa taxa tende a zero", afirma Pimentel. Além da corretagem, a taxa de administração é de 0,3% ao ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.