Primeiro-ministro chinês anuncia reformas

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou que aprofundará a reforma do setor financeiro chinês, em discurso publicado nesta quinta-feira, 1, pelo jornal do Partido Comunista, Qiushi, dois dias depois da pior crise das bolsas chinesas em 10 anos.Wen disse no artigo que a China está abrindo seu setor financeiro às empresas estrangeiras de maneira estável e intensificando a supervisão e gestão do setor enquanto reforça o marco regulatório.O primeiro-ministro reconheceu que, com a globalização, os mercados financeiros estão mais relacionados entre si."O setor financeiro chinês está desempenhando um papel no mercado e exercendo uma notável influência na economia nacional e internacional", disse Wen.Os principais objetivos, segundo Wen, são reforçar o desenvolvimento do setor, otimizar sua estrutura financeira, reformar as empresas financeiras, melhorar os serviços, continuar com a abertura do setor e implantar um marco regulatório.A China está permitindo cada vez mais a venda de bônus em iuanes (que representam o maior volume em suas bolsas) por compradores estrangeiros.A Bolsa de Xangai abriu o pregão desta quinta-feira, 1, com queda de 3,87 pontos (0,13%), até 2.877,20. Na quarta-feira, 28, fechou com alta de 3,94%, devido à busca de oportunidades dos investidores.Na terça-feira, 27, Xangai registrou uma queda de quase 9%, que causou um efeito dominó em Wall Street e no resto dos pregões internacionais.As causas da queda, segundo os analistas, não são claras. Mas um dos motivos sugeridos é um boato em Xangai sobre a possível aplicação por parte do governo de um imposto de 20% sobre os ganhos de capital. A possibilidade foi negada nesta quinta-feira pelo Ministério das Finanças, através do jornal Shanghai Securities News.Para outros, foi uma "correção" normal das bolsas chinesas, que vivem uma "bolha". O índice composto de Xangai chegou na segunda-feira ao recorde de 3 mil pontos, e os investidores realizaram lucros no dia seguinte.Segundo esta teoria, a crise é temporária e os mercados se recuperarão em questão de dias.A terceira teoria relaciona a queda de Xangai a uma possível recessão na economia americana.

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