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Primeiro trimestre de 2009 será de esforço imenso, afirma Lula

Presidente diz que governo deve anunciar novas medidas para evitar desaceleração no País, mas não detalha

Leonencio Nossa, da Agência Estado, e João Domingos, de O Estado de S. Paulo,

19 de dezembro de 2008 | 13h03

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo deverá anunciar novas medidas para evitar problemas na economia no primeiro trimestre do ano que vem. Em entrevista de fim de ano no Palácio do Planalto, ele reafirmou que o governo trabalha com "a hipótese" de crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    "Tenho conversado com empresários, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e tenho demonstrado minha preocupação com o primeiro trimestre do ano que vem", disse. "Vai ser o momento de um esforço imenso para não termos uma desaceleração das coisas. Se as coisas pararem, recomeçar do zero vai levar tempo. Talvez, a gente tome medidas para garantir investimentos no setor privado."   Na entrevista, Lula disse que não poderia antecipar as medidas. Ele explicou que, a partir do momento que faz um anúncio antecipado, a economia pára, pois todos resolvem esperar as medidas. Segundo ele, o Brasil é o mais preparado dos países do G-20.   Ele disse que vai trabalhar até às 23h45 da noite do dia 31 de dezembro para garantir investimentos e crédito no próximo trimestre. "Há mais medidas ainda neste ano ou no decorrer do ano que vem. Mas, não vou adiantar porque medidas econômicas não se antecipam. A economia pára à espera de medidas", disse.   De acordo com Lula, a receita do governo para enfrentar a crise é anunciar novas obras e investir nas ações de infra-estrutura. Ele demonstrou tanto otimismo a ponto de dizer que o governo prepara até um "novo PAC" (Programa de Aceleração do Crescimento). "Não iremos parar nenhuma obra do PAC. E não fiquem surpresos se apresentarmos novas obras e um novo PAC", disse. "Vamos fazer muito mais", completou.   Ele avaliou que o governo está dando mais atenção a quatro setores da economia: construção civil, agricultura, setor automobilístico e pequenas e médias empresas. O presidente disse ainda que, no ano que vem, serão inauguradas mais de 100 escolas técnicas e uma série de obras do PAC.   Além disso, ele disse que espera ainda que a Petrobras mantenha os investimentos previstos para 2009. "A Petrobras vai continuar com seus investimentos", afirmou.   Crescimento   O presidente disse acreditar que a crise vai ser curta no Brasil e espera que, entre junho e julho, haja uma normalização nos Estados Unidos e na União Européia. Além disso, afirmou não estar arrependido de ter avaliado, em setembro, que a crise financeira internacional chegaria ao Brasil apenas como uma "marolinha". "Não tenho arrependimento. É preciso lembrar que era setembro e o crescimento no trimestre tinha de 6,8% do PIB", justificou.   Ele disse que o governo trabalha com a hipótese de crescimento de 4% do PIB em 2009. "Se fosse um crescimento maior da economia, seria mais gostoso", disse. Lula disse que a população soube entender as circunstâncias e origens da crise. Ele observou que a maioria dos entrevistados nas pesquisas de opinião diz ter conhecimento do problema. "É preciso respeitar a capacidade e a inteligência do povo brasileiro", disse.   O presidente reclamou de setores que querem apresentar uma crise maior do que a da realidade. A uma pergunta sobre a quem estava se referindo, ele mandou o repórter ler os jornais para saber.   Juros   O presidente previu uma redução na taxa básica de juros, a Selic, em 2009. A uma pergunta sobre o tema num café da manhã com jornalistas do Palácio do Planalto, ele disse que "obviamente" os juros devem cair. "Este é um ingrediente que acontece no início do ano que vem ou no ano que vem", disse.   Na entrevista, Lula, porém, disse que a condução dos trabalhos do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tem sido correta. "Até agora, a política monetária foi acertada. Mas, em época de crise, não pode ficar do mesmo jeito. Mas, o Meirelles é um homem inteligente e sabe fazer", disse.   Trabalho   Lula voltou a dizer que a suspensão temporária dos contratos de trabalho só pode ocorrer com acordo entre trabalhadores e empresários. "Não é um debate do presidente da República, mas de empresários e sindicatos", afirmou. "As mudanças na lei trabalhista poderão ser construídas pelos trabalhadores", completou.   O presidente, que já havia dito que poderia intermediar acordos, afirmou nesta sexta que o governo será sempre o indutor de boas causas. Ele observou, porém, que trabalhadores são contra a flexibilização e empresários, a favor.

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