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Primo de Furlan pode julgar caso Fernando Furlan faz parte do Cade

A possibilidade de um parente do ex-ministro e presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, avaliar a fusão da Perdigão e da Sadia será analisada no "momento apropriado" do processo de julgamento, disse ontem o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Arthur Badin. Essa questão será levantada porque Fernando Magalhães Furlan, um dos sete integrantes conselho, é primo do ex-ministro. Segundo Badin, uma eventual declaração de impedimento ou de suspeição do conselheiro Furlan para julgar será uma decisão de "foro íntimo" do integrante do Cade ou será feita por deliberação do plenário. Mas o assunto não é urgente porque o negócio não foi ainda registrado no sistema de defesa da concorrência. As empresas têm 15 dias para fazer o registro a contar da assinatura dos contratos. Fernando Magalhães está viajando ao exterior e não foi localizado. Os pais de Luiz Fernando Furlan e de Fernando Magalhães Furlan eram primos. De acordo com a assessoria do Cade, há dúvidas se esse grau de parentesco impediria legalmente a participação do conselheiro no julgamento. O regimento interno do conselho prevê o impedimento automático se o parentesco é de até terceiro grau. Além da relação de parentesco, Fernando Magalhães Furlan foi chefe de gabinete de Furlan no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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