Principais categorias obtêm aumentos reais de até 4% nos salários

As principais categorias com data-base no segundo semestre do ano e que já fecharam acordos coletivos obtiveram aumento real de salários, conforme indica levantamento prévio realizado por sindicatos e centrais sindicais. "Está claro que a melhora da economia, a queda do desemprego e o aumento da produção industrial abriram espaço para as empresas firmarem acordos salariais acima da inflação", opina o presidente da Força Sindical, segunda maior central do País, João Carlos Gonçalves, o Juruna. Amanhã, a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), assinará acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Uma das poucas categorias a enfrentar um período de greve, os bancários tiveram que aceitar a proposta da Fenaban, ratificada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), de reajuste de 8,5% sobre o salário e todas as demais verbas e benefícios. Os petroleiros também acertaram-se com a Petrobras, revogando o indicativo de greve para o dia 19, e aceitaram a proposta de reajuste salarial de 7,81%, apurado pelo ICV-Dieese, e aumento real de 4%. Nesse grupo, os aposentados terão o reajuste real substituído por um abono de três salários-benefício. Outra categoria a obter aumento real de 4% foi a dos metalúrgicos da Grande São Paulo, de sindicatos filiados à CUT e à Força. Os químicos também devem aceitar, nas assembléias dos próximos dias, a última proposta patronal, de reajuste de 8%, resultando em aumento real de 1,8% a 2%, em relação ao INPC apurado em 12 meses. O sindicato patronal também oferece pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 400. Pendência Restam ainda negociações importantes, como a dos comerciários, cuja federação, ligada à Força, conta com 670 mil trabalhadores em sua base. "Essa categoria nos preocupa, porque houve, recentemente, cortes de pessoal e os recentes aumentos de juros promovidos pelo Banco Central podem conter um pouco o ânimo desse Natal. A nosso favor, temos a maior oferta de crédito para os consumidores, caso dos empréstimos em consignação em folha de pagamento, e a expectativa do Dieese de que o 13º salário injetará mais de R$ 40 bilhões na economia do País no fim do ano" , analisa Juruna. "Temos que sensibilizar esses empregadores e aproveitar a boa onda de ganhos reais de salário criada por outras categorias para estender também aos comerciários", complementa.

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