Principais credores rejeitam proposta da Argentina

Os detalhes da oferta final de reestruturação da dívida argentina foram apresentados pelo ministro de Economia, Roberto Lavagna, na última segunda-feira à SEC (Security Exchange Comission) dos Estados Unidos. Porém, os principais grupos de credores internacionais rejeitam a proposta.Segundo o diretor do Comitê Global (GCAB, segundo a sigla em inglês), Nicola Stock, a oferta "é unilateral" e o governo não demonstrou "nenhuma vontade para melhorá-la. Stock afirma que seu grupo possui US$ 39 bilhões em títulos argentinos em default e que, com esse montante, o comitê poderá bloquear a operação de troca dos bônus.Outro representante de um grupo credor, Tulio Zembo, da Associação de Consumidores Bancários da Itália, garante que "os aposentados não vão aceitar essa proposta nem mesmo escutarão a oferta dos bancos". Ele sugere que, se o governo argentino decidir pagar os credores italianos aposentados como paga sua dívida ao FMI, a entidade poderia aceitar a oferta.Não só os grupos credores internacionais rejeitam a oferta do governo de Néstor Kirchner, os argentinos também. De acordo com o diretor da Associação de Danificados pela Pesificação e o Default (Adapd), Horacio Vázquez, "a oferta final apresentada é pior do que a original e não a aceitaremos de jeito nenhum". Ele também critica o acordo entre o governo e as Administradoras de Fundos de Aposentadorias e Pensões (AFJP) da Argentina, o qual "prejudica os aposentados".

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