Principais impactos sobre IPCA foram pontuais, diz IBGE

A gerente do Sistema de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, disse que os principais impactos de alta na inflação medida pelo IPCA de janeiro (0,76%)"são pontuais". Segundo ela, os alimentos subiram 0,88% mas não houve uma alta generalizada de preços, com os reajustes concentrados em produtos prejudicados pela chuva. O arroz (3,16%) deu a maior contribuição individual para o aumento dos alimentícios, segundo Eulina por uma "pressão sazonal de transição de safras". No caso da energia elétrica (2,19%), os aumentos em cinco regiões já foram na maior parte absorvidos.Apenas os reajustes nos automóveis (1,62%), atribuídos especialmente aos reajustes no aço, ainda são uma incógnita em termos de pressões futuras. Juntos, esse três itens contribuíram com metade (0,38 ponto percentual) do IPCA de janeiro. Eulina destacou também que o IPCA em 12 meses (7,71%) retornou ao nível de 12 meses de 2002, ou "no patamar antes da crise cambial". Educação vai pressionar em fevereiroA única pressão já conhecida para o IPCA de fevereiro diz respeito ao reajuste no grupo Educação, por causa dos aumentos das mensalidades escolares, segundo observou Eulina. Segundo ela, o impacto do item Educação estará totalmente refletido no IPCA-15 de fevereiro já que, pela metodologia do cálculo do IPCA, o reajuste desse grupo repete integralmente o apurado no índice 15. Na inflação de janeiro (0,76%), divulgada hoje, não foram contabilizadas ainda as pressões das mensalidades escolares.

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