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Prioridade da Petrobrás é o pré-sal, afirma Graça Foster

A presidente da empresa disse que considera a legítima a necessidade da Argentina, mas destacou que os planos da empresa são outros

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

25 de abril de 2012 | 11h43

BRASÍLIA - Depois de receber o pedido da Argentina para que elevasse os investimentos no país, a Petrobrás anunciou nessa quarta-feira, 25, que o pré-sal é a prioridade. A presidente da empresa, Maria das Graças Foster, disse que considera a legítima a necessidade do país vizinho, mas que não não se deve "colocar todos os ovos na mesma cesta".

Na última sexta-feira, o ministro do Planejamento e Investimentos Públicos da Argentina, Julio de Vido, pediu à executiva uma elevação dos atuais US$ 500 milhões investidos pela companhia por ano.

Em audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, ela afirmou que a Petrobrás tem "muito interesse" nos campos de terra na Argentina, sobretudo em bacias sedimentares, onde há a possibilidade de haver gás natural.

Graça reiterou que a companhia "buscará seus direitos" junto às autoridades da Província de Neuquém, que suspenderam no início do mês uma licença de exploração da companhia na região. A Petrobrás alega ter cumprido o programa de exploração dessa licença. Autoridades federais do país vizinho tentam reverter essa decisão.

Ela aproveitou para mandar um recado cifrado: "Não rasgaremos contratos, como acontece em outros países. Ou seja, é seguro investir em petróleo e energia no Brasil".

Preço

Segundo Graça Foster, o fato de a Petrobrás não repassar as oscilações do preço internacional do petróleo para os combustíveis vendidos no mercado brasileiro não compromete atualmente a capacidade de investimentos da empresa.

Entretanto, ela admitiu a possibilidade de repasse caso o custo do petróleo Brent continue em alta. De acordo com ela, a Petrobrás trabalha com um custo atual de US$ 119 por barril, enquanto existem previsões de mercado com o preço em até US$ 130 por barril.

Ainda assim, a presidente afirmou que a Petrobrás olha com muita atenção o mercado brasileiro de combustíveis, que a executiva considerou "muito novo" e "delicado".

Segundo Graça, a companhia não repassa automaticamente os valores internacionais devido às pressões sobre os preços estarem vindo de instabilidades políticas espalhadas ao redor do globo. Ela citou os casos da Líbia, Sudão, Iêmen e Irã, além das crises econômicas dos Estados Unidos e União Europeia.

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