Fabio Motta|Estadão
Fabio Motta|Estadão

Privatização da Cedae, do Rio, deve ser analisada em setembro

Empresa de saneamento do Rio estará na pauta da primeira reunião do programa de concessões, diz Moreira Franco

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2016 | 23h48

RIO - O secretário do Programa de Parcerias e Investimentos, Moreira Franco, afirmou que a primeira reunião do programa de concessões na área de infraestrutura deve analisar a privatização da Cedae, empresa responsável pelo saneamento no Rio.

“Tudo indica que a proposta que o BNDES vai levar é a da Cedae”, afirmou a jornalistas durante evento no Rio de Janeiro. Segundo Franco, o governador em exercício, Francisco Dornelles, já entregou uma carta pedindo a sua inclusão no programa. Agora, é preciso definir o modelo de financiamento do BNDES.

O encontro estava previsto para o dia 25 de agosto, mas a data foi alterada e deve ficar para depois de 7 de setembro. O motivo foi a votação do impeachment e a viagem do presidente em exercício Michel Temer para a reunião do G20, na China.

Na avaliação do secretário, o processo da Cedae é facilitado pelo fato de a empresa não ter problemas ambientais. “Uma das regras é a questão ambiental. É claro que a Cedae, creio eu, não tem problemas de natureza ambiental, o que facilita o processo dela”, afirmou.

Segundo o secretário, O BNDES apresenta a proposta ao PPI, depois o presidente em exercício Michel Temer aprova e começam os procedimentos legais e burocráticos.

Moreira Franco não quis fazer previsões sobre valores. “Não sei (o valor do financiamento), não é uma previsão que você faça, vai ter edital, ver leilão, vai ter proposta, não dá para ter (estimativa)”, disse.

Ele explicou que a Cedae ficará com a produção da água. “Ela tem um ativo, estrutura de captação e tratamento, então ela vende a água”, disse. Já a concessionária fica responsável pela distribuição e tratamento do esgoto. “O grande problema é esgoto, todas essas doenças do século passado decorrem da baixa qualidade do saneamento.”

Agenda. Sobre as demais privatizações, Moreira Franco destacou que serão nas áreas de aeroportos, portos, ferrovias, rodovias e óleo e gás. Ele destacou que haverá uma agenda boa “sob o ponto de vista das mudanças regulatórias e de governança” e criticou o governo anterior.

“Até então quando as propostas eram feitas elas eram feitas pela conveniência e, as vezes, não davam o verdadeiro valor que poderiam dar. Agora estamos começando a colocar esta decisão dentro do contexto de servir à produção econômica, à economia do País”.

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